Dois terremotos sacudiram a Venezuela na quarta-feira (24 de junho de 2026), com magnitudes 7,2 e 7,5. Os tremores são os mais intensos registrados no país desde 1900. Até a manhã de quinta-feira (25), ao menos 164 pessoas haviam morrido e 971 ficaram feridas, conforme declarou Delcy Rodriguez, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
A Embaixada do Brasil em Caracas informou, também na manhã de quinta, não ter registrado mortes nem feridos entre cidadãos brasileiros. Houve, porém, danos materiais em imóveis de compatriotas, inclusive de funcionários da própria embaixada.
Comunidade brasileira reduzida
A presença de brasileiros na Venezuela encolheu bastante na última década. Eram cerca de 20 mil pessoas há dez anos; hoje, esse número caiu para aproximadamente 5 mil. Eles vivem principalmente em Caracas ou em regiões de fronteira.
Essa redução limita o impacto direto dos sismos sobre cidadãos brasileiros, mas a embaixada segue monitorando a situação.
Estado de emergência e socorro internacional
Rodriguez decretou estado de emergência logo após os tremores e expressou condolências às famílias das vítimas pela televisão estatal venezuelana. Ela também anunciou a criação de um fundo inicial de US$ 200 milhões, cerca de R$ 1 bilhão, com recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para atender às necessidades emergenciais.
Equipes de resgate especializadas e certificadas pelas Nações Unidas estão a caminho da Venezuela para reforçar os trabalhos de busca e salvamento.
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