A nova carta aberta publicada por Volodymyr Zelensky a Vladimir Putin é, antes de tudo, um gesto de urgência. O presidente da Ucrânia propôs um encontro direto com o líder russo para negociar o fim da guerra e afirmou que Kiev aceitaria manter um cessar-fogo durante as conversas.
A iniciativa acontece num momento delicado para a Europa. Enquanto Donald Trump volta suas atenções para a crise envolvendo o Irã, cresce entre líderes europeus o receio de que a guerra na Ucrânia deixe de ser prioridade para os Estados Unidos.
Por isso, Reino Unido, França e Alemanha vêm tentando, nos bastidores, reabrir um canal de negociação entre Moscou e Kiev. A carta de Zelensky reforça esse movimento diplomático e mostra que existe uma tentativa concreta de recolocar a paz no centro da discussão internacional.
Putin afirmou estar disposto a negociar, mas mantém as exigências já conhecidas: territórios ocupados e o compromisso de que a Ucrânia não entrará para a OTAN. Kiev segue rejeitando ambos.
Depois de mais de quatro anos de guerra, a sensação na Europa é de que o tempo político para um acordo pode estar se estreitando.