O caso do Banco Master virou aquilo que já parecia inevitável: munição eleitoral. Em Brasília, escândalos financeiros raramente permanecem apenas no campo jurídico. Eles rapidamente entram no teatro político como instrumento para desgastar adversários e fortalecer narrativas. Durante algum tempo, parecia que a crise poderia atingir personagens próximos do STF. O assunto perdeu força.
Agora, a onda bate na direita bolsonarista, especialmente em nomes como Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira, oferecendo ao governo Luiz Inácio Lula da Silva uma oportunidade política evidente.
Também chama atenção a fragilidade estratégica de parte da direita. Manter relações com personagens já cercados de suspeitas quando o escândalo começava a crescer parece menos ousadia e mais imprudência. Mas existe um ponto mais profundo nisso tudo: eu continuo sem acreditar totalmente que corrupção decida eleição de maneira racional. A percepção do eleitor é seletiva.
Quando acusam o político de quem gostamos, pensamos em perseguição ou fake news. Quando o acusado é o adversário, tratamos a denúncia como prova definitiva.
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No Brasil, a indignação moral quase sempre escolhe primeiro o lado político e só depois escolhe os princípios.
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