Aécio Neves descartou concorrer à Presidência da República em 2026. A declaração foi feita em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta-feira (08/07). O PSDB também confirmou que não apresentará candidatura própria ao Palácio do Planalto no próximo ciclo eleitoral.
A decisão encerra uma movimentação que ganhou força em maio. O Cidadania havia proposto o nome de Aécio para uma pré-candidatura presidencial. O diretório paulista do PSDB e o ex-ministro Ciro Gomes chegaram a apoiar publicamente o nome do político mineiro. Ciro, por sua vez, anunciou sua candidatura ao comando do Ceará.
Aécio Neves tem uma das carreiras mais longas da política brasileira recente. Ele atuou como assessor pessoal de Tancredo Neves, seu avô, na gestão estadual de Minas Gerais e na campanha presidencial de 1985. No ano seguinte, conquistou uma cadeira na Câmara Federal por Minas Gerais, permanecendo no cargo por quatro legislaturas seguidas. Em 2001, chegou à presidência da Câmara dos Deputados.
Em 2002, foi eleito governador de Minas Gerais já no primeiro turno. Repetiu o feito em 2006, com nova vitória no primeiro turno. Antes de concluir o segundo mandato à frente do estado mineiro, abriu mão do cargo em 2010 para concorrer a uma cadeira no Senado, onde foi eleito. Assumiu a presidência nacional do PSDB em 2013.
A disputa de 2014
Em 2014, Aécio oficializou sua candidatura à Presidência pelo PSDB, tendo Aloysio Nunes na chapa como vice. Chegou ao segundo turno em segunda colocação. Na disputa final, somou 48,36% dos votos válidos, cifra correspondente a algo em torno de 51 milhões de eleitores. Dilma Rousseff, do PT, garantiu a reeleição ao obter 51,64% dos votos válidos.




