Com longa trajetória no Congresso Nacional, o ex-deputado Aldo Rebelo afirmou nesta segunda-feira (25/05) que as emendas parlamentares são uma “anomalia”. “Isso não vai terminar bem”, afirmou o pré-candidato à Presidência da República, em entrevista exclusiva à TMC.
“Existe hoje uma anomalia que são essas emendas secretas. Isso não vai terminar bem. Já há em curso uma investigação muito importante, que terá consequências eleitorais. O congresso já tem a responsabilidade de votar e fiscalizar o orçamento. E agora ele também executa o orçamento”, criticou.
Aldo também atacou a relação atual entre o governo federal e os parlamentares. “Outra anomalia política é a relação entre Executivo e Legislativo. O presidente e o governo não têm base parlamentar. Você tem um governo liberal nos costumes e comportamento e um congresso conservador nos costumes e comportamentos. Na economia, muda tudo isso.”
“Temos um Congresso que quer desenvolvimento, obras. O pessoal do Amapá quer o petróleo, o pessoal do Amazonas quer o potássio. O pessoal do Mato Grosso quer a (ferrovia) Ferrogrão, o Paraná e o Mato Grosso do Sul quer outra ferrovia…”, completou.
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O pré-candidato do partido Democracia Cristã disse também que o governo paralisou o país. “O governo congelou o desenvolvimento do país, entregou a agenda do desenvolvimento à ministra Marina Silva (do Meio Ambiente), à Funai, Ibama, ICMBio, Ministério das Populações Indígenas. E essa gente parou completamente o Brasil. Você não pode extrair nenhuma riqueza do país. Só quem pode extrair riqueza aqui na nossa região é a Guiana, que está se tornando um ‘petro estado’. Enquanto o Brasil vai oferecendo a sua população viver de Bolsa Família. Isso não é destino para o Brasil.”




