O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), planeja se candidatar ao Senado Federal nas eleições de 2026, apesar de enfrentar entraves jurídicos que colocam em dúvida sua participação no pleito.
Castro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico durante o período em que esteve à frente do governo estadual. A decisão ainda cabe recurso, e aliados do ex-governador afirmam que ele pretende manter a pré-candidatura enquanto houver possibilidade jurídica de reversão.
A estratégia política envolve recorrer da decisão e sustentar o nome de Castro como opção competitiva dentro do partido, que busca ampliar sua representação no Senado a partir de 2026.
Especialistas em direito eleitoral avaliam que a reversão da inelegibilidade é difícil, mas não impossível, dependendo do andamento dos recursos em instâncias superiores, como o Supremo Tribunal Federal.
O cenário político do Rio de Janeiro também pesa na equação. A saída antecipada de Castro do governo, antes da conclusão do julgamento no TSE, foi interpretada como uma tentativa de preservar capital político e manter viável o projeto eleitoral.
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A situação do ex-governador se torna ainda mais delicada diante de investigações em curso. A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Castro, em uma operação que amplia a pressão sobre o ex-chefe do Executivo fluminense e adiciona incertezas ao seu futuro político.
Apesar das dificuldades, interlocutores afirmam que Castro segue disposto a disputar uma vaga no Senado e aposta na força eleitoral do campo conservador no estado para sustentar sua candidatura.




