“Brasil não aguenta mais a dívida, vai recorrer a agiota”, diz senador Izalci Lucas

Dívida Pública Federal (DPF) ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 9 trilhões, após alta de 2,66% no mês de maio

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(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O Ministério da Fazenda divulgou na semana passada que a Dívida Pública Federal (DPF) ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 9 trilhões, encerrando o mês de maio em R$ 9,03 trilhões, após alta de 2,66% no mês. Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), em entrevista exclusiva ao programa TMC 360, o Brasil “não aguenta mais a dívida e parece recorrer a um agiota”. 

“O Brasil não aguenta mais. Estamos devendo muito, o serviço da dívida é imenso. Para se ter ideia, hoje o que a gente investe em educação, saúde e segurança é menos da metade do serviço da dívida. Só de juros pagamos cerca de R$ 650 bilhões sem correção, a dívida chega a 1,2 bilhão por ano. É muito dinheiro”, afirmou o senador. 

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“O país age como se tivesse que recorrer a um agiota. Tínhamos os juros baixos. Depois você gasta mais do que você arrecada, vai pegar um empréstimo normal do banco, depois vai cartão de crédito, depois chega ao agiota. O Brasil está mais ou menos assim, chegou na questão do agiota”, completou.

Acostumado a participar da Comissão de Mista de Orçamento, que define os gastos do poder público, Izalci pediu atenção com as chamadas pautas-bomba, em tramitação no Congresso. Se aprovadas, vão aumentar os gastos do governo e, por consequência, podem elevar o tamanho da dívida. 

“Na prática, a situação do Brasil, em termos de dívida e juros, é muito grave. É evidente que temos que amenizar estas pautas que aparecem normalmente em época de eleição. Espero que possamos fazer uma bela discussão, de preferência jogar esses assuntos mais polêmicos para depois das eleições.”

Leia mais: Por que a dívida pública do Brasil disparou e ultrapassou R$ 9 trilhões? Entenda

Na avaliação do político, o avanço da dívida impede o crescimento do investimento em saúde, educação e segurança.  

“Gastamos muito e gastamos mal. Gastos em educação, saúde e segurança equivalem à metade dos juros que pagamos todos os anos. Imagina se não tivéssemos dívidas… Poderíamos investir três, quatro vez mais na educação, saúde e segurança”, comentou.

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