Tenho uma proposta: Brasília deveria mudar de nome. Continuaria com a letra B, mas passaria a se chamar Babilônia.
A referência é óbvia. A Babilônia bíblica simboliza excesso, desordem moral e ausência de limites. E é exatamente essa sensação que emerge a cada nova investigação envolvendo políticos, autoridades e personagens influentes da República.
O mais curioso é que a promiscuidade não escolhe lado. Quando um escândalo atinge a direita, a esquerda comemora. Quando alcança a esquerda, a direita solta fogos. No fim, porém, a conta chega para todos. Brasília parece ter conseguido unir adversários em torno de uma mesma cultura de poder.
Talvez o problema seja justamente esse. Já não estamos falando apenas de corrupção. Estamos falando da naturalização dela. Como se a fronteira entre o público e o privado tivesse desaparecido.
Por isso, Babilônia talvez seja um nome mais honesto. Não porque a capital seja mais corrupta do que antes, mas porque perdeu o constrangimento de parecer diferente.
Veja a coluna completa no YouTube da TMC: