Um homem condenado pelo Supremo Tribunal Federal por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 foi preso pela Polícia Federal. A prisão ocorreu nesta terça-feira (03/02) na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), após cooperação entre autoridades brasileiras e paraguaias que resultou na entrega do foragido.
A captura foi possível graças ao compartilhamento de informações de inteligência entre a PF e as forças de segurança do país vizinho. Com base nesses dados, as autoridades paraguaias localizaram o condenado em seu território e o entregaram na região fronteiriça.
Acesse o canal da TMC no WhatApp para ficar sempre informado das últimas notícias
O trabalho conjunto entre os órgãos de segurança dos dois países foi determinante para identificar o paradeiro do foragido da Justiça brasileira. Após sua localização em território paraguaio, as autoridades daquele país procederam com a entrega na fronteira.
A operação integra os esforços das autoridades brasileiras para localizar pessoas envolvidas nos ataques às sedes dos Três Poderes que deixaram o território nacional.
Após a prisão na Ponte da Amizade, principal acesso terrestre entre Brasil e Paraguai na região, o condenado foi submetido ao exame de corpo de delito, conforme os protocolos legais estabelecidos.
O homem havia sido condenado pelo STF por sua participação nos eventos de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas em Brasília. Atualmente, ele encontra-se à disposição da Justiça para iniciar o cumprimento da sentença pelos crimes relacionados aos atos antidemocráticos.
As autoridades não divulgaram detalhes sobre a identidade do preso, o período em que permaneceu foragido ou a pena específica determinada pela Suprema Corte em seu caso.
Em levantamento divulgado em outubro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) informou que mais de 1,1 mil pessoas tiveram desfechos judiciais relacionados aos atos de 8 de Janeiro. Desse total, 638 réus receberam condenação, enquanto 552 investigados optaram por firmar acordos com o Ministério Público Federal (MPF), alternativa aplicada a quem teve participação considerada menos relevante nos episódios.
Leia mais: Bolsonaro e quatro oficiais podem perder patentes militares após pedido do MP Militar
