O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, em entrevista exclusiva à TMC, que não teve responsabilidade na adoção de tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil em 2025 e disse que a medida foi uma surpresa.
Segundo ele, sua atuação no exterior se limita a prestar informações quando solicitado por autoridades americanas, negando qualquer pedido direto por sanções comerciais. Eduardo destacou que mantém interlocução com aliados nos Estados Unidos, onde afirmou estar durante a entrevista, no estado do Texas.
O ex-parlamentar declarou que, após o anúncio das tarifas durante o governo de Donald Trump, buscou “transformar o problema em oportunidade”, defendendo que empresários brasileiros pressionassem instituições nacionais, como o Supremo Tribunal Federal (STF), em vez de recorrer à Casa Branca.
Durante a entrevista, ele também voltou a fazer críticas ao ministro Alexandre de Moraes e mencionou a Lei Magnitsky, defendendo a retomada de sanções internacionais contra o magistrado.
Eduardo Bolsonaro ainda afirmou que empresários brasileiros chegaram a contratar escritórios de advocacia e lobby nos Estados Unidos para tratar do tema, mas que, segundo ele, a pressão deveria ter sido direcionada ao cenário político interno brasileiro.
O ex-deputado concluiu dizendo que a retirada de parte das tarifas foi positiva, mas avaliou que o episódio reflete disputas políticas e econômicas com impacto direto nas relações entre Brasil e Estados Unidos.




