A pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (28/07), com dados no Rio de Janeiro, “é boa, mas é ruim” para o senador Flávio Bolsonaro, na avaliação do jornalista Fernando Molica, em participação no programa TMC 360, nesta manhã. Para o especialista, o levantamento mostra que o Bolsonarismo vem perdendo popularidade no Estado fluminense.
A pesquisa, focada no Rio, mostra que Flávio marca 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 37% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o segundo turno, o senador carioca registra 46%, diante de 42% do candidato à reeleição. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Em uma análise aprofundada, Molica lembra que, na prática, os números apontam um encolhimento do Bolsonarismo no Rio. “O cara está na frente e isso não deveria ser bom? Claro que é bom para o Flávio Bolsonaro. O problema é quando colocamos essa vantagem em uma perspectiva histórica.”
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“A diferença na pesquisa é de 3 pontos percentuais. O problema é que, em 2022, já nesse cenário polarizado, o Jair Bolsonaro ganhou do Lula por 56,53% a 43,47%. Ou seja, uma vantagem de 13 pontos. Claro que é sempre complicado comparar pesquisa com resultado de urna, mas essa pesquisa indica que a vantagem do Bolsonarismo no Rio diminuiu muito”, explicou.
Na avaliação de Molica, a vitória de Flávio no Rio já é esperada. Mas, para o candidato do PL, o ideal é que o triunfo fosse obtido com ampla vantagem. “Para o Lula, o resultado da pesquisa é muito bom porque, numa eleição nacional, o ‘saldo de gols’, para usar uma linguagem futebolística, é muito importante. Tanto que a campanha do Lula está preocupada com a diminuição do percentual de votos no Nordeste, a preocupação em torno de Minas.”
“Temos também o exemplo de São Paulo. O Lula perdeu a eleição em 2022 por uma margem menor do que o PT perdeu em 2018. Então isso é um problema para a campanha do Flávio Bolsonaro. Não basta ganhar, tem que ganhar com uma boa vantagem.”




