Flávio Bolsonaro chama investigação contra Ciro Nogueira de “grave” e cobra apuração

Pré-candidato ao Planalto evitou citar diretamente o senador do PP, mas afirmou confiar na relatoria de André Mendonça no STF

Por Redação TMC | Atualizado em
Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira conversam no plenário do Senado
(Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (07/05) que considera “graves” as informações divulgadas sobre a operação da Polícia Federal que teve entre os alvos o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro.

Em nota, Flávio não citou diretamente o nome de Ciro, mas declarou acompanhar “com atenção” as notícias relacionadas à investigação envolvendo o Banco Master. O parlamentar também defendeu que o caso seja apurado “com rigor e transparência”.

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“Entendemos que fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal”, afirmou.

O senador ainda disse confiar na condução do processo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, indicado à Corte por Jair Bolsonaro.

“Confiamos na relatoria do caso Master, conduzida pelo ministro André Mendonça, e esperamos uma ampla apuração”, declarou.

Investigação da PF

A manifestação de Flávio ocorre após a deflagração da quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo a PF, há indícios de que Ciro Nogueira recebia pagamentos mensais ligados ao grupo investigado. As apurações apontam que os repasses teriam começado em R$ 300 mil e posteriormente alcançado R$ 500 mil por mês.

Os investigadores afirmam que os valores seriam operacionalizados por Felipe Vorcaro, primo do banqueiro, que foi preso temporariamente durante a operação.

De acordo com a decisão do ministro André Mendonça, as suspeitas incluem a atuação do senador em temas de interesse do banco. Um dos pontos investigados envolve uma proposta de emenda para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.

A medida ficou conhecida no mercado financeiro como “emenda Master”, por supostamente beneficiar a instituição financeira em meio às dificuldades enfrentadas pelo banco.

A Polícia Federal também aponta suspeitas relacionadas ao pagamento de despesas pessoais e à disponibilização de um imóvel de alto padrão ao senador, além do custeio de viagens, hospedagens, restaurantes e voos em jatinhos particulares.

Outro trecho da investigação afirma que documentos com minutas de projetos de lei de interesse do banco teriam sido retirados da residência de Ciro, processados por pessoas ligadas ao grupo investigado e posteriormente devolvidos a um servidor do gabinete parlamentar.

Defesa de Ciro

A defesa de Ciro Nogueira nega qualquer irregularidade. Em nota, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que o senador “repudia qualquer ilação de ilicitude” relacionada à sua atuação parlamentar.

Segundo a defesa, Ciro está comprometido em colaborar com a Justiça e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.

Impacto político

Aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira é considerado peça importante nas articulações do campo bolsonarista para a eleição presidencial deste ano.

Em entrevista concedida anteriormente, Flávio Bolsonaro chegou a afirmar que o senador do PP teria “todas as credenciais” para ocupar uma eventual candidatura a vice-presidente em uma chapa alinhada ao bolsonarismo.

Além da proximidade política, Ciro comanda o PP, uma das principais legendas do centrão e atualmente federada com o União Brasil, grupo visto como estratégico nas negociações para a sucessão presidencial.

Leia mais: Ciro Nogueira nega participação em “atividades ilícitas” e critica “medidas graves e invasivas”

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