Em diálogo mediado pelo apóstolo Estevam Hernandes durante a Marcha para Jesus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o ministro Jorge Messias, titular da Advocacia-Geral da União (AGU), que disse ter ido ao evento religioso em São Paulo nesta quinta-feira (04/06) representando o mandatário.
Na ligação, capturada em viva-voz, o presidente destacou a importância da realização do evento evangélico, mas explicou os motivos de sua ausência. De acordo com Lula, a decisão de não comparecer a celebrações religiosas ou shows do segmento se deve à diretriz de separar a atuação institucional da fé, especialmente em ano eleitoral. “Eu não quero passar a ideia de que eu tô tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”, disse Lula.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL, foi ao evento e declarou em cima de um dos trios que esse grupo “vai ser expulso do governo desse Brasil esse ano”, se referindo ao presidente Lula.
Durante a interação com Messias, Lula ainda relembrou a sanção da lei que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus, assinada por ele em seu mandato anterior, em 2009. Ao fim da conversa, o presidente desejou uma “boa marcha” aos organizadores e participantes do evento.
“Estive na 34ª Marcha para Jesus, em São Paulo. E, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marquei presença nesta, que é a minha quarta edição. Ao lado do apóstolo Estevam Hernandes, acompanhei a ligação e as palavras que o presidente fez questão de dizer em gratidão a este evento que é tão importante para o povo cristão. A minha presença, a pedido do presidente, teve um único propósito: louvar e engrandecer a Deus”, escreveu o advogado-geral da União ao compartilhar o vídeo da ligação.




