Cerca de 100 pessoas participaram de manifestação organizada por bolsonaristas, religiosos e conservadores na avenida Paulista nesta quinta-feira (01/05). O ato aconteceu em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. A estratégia declarada foi ocupar o local para impedir que sindicatos e movimentos de esquerda realizassem atividades no Dia do Trabalhador.
A Polícia Militar interveio após duas mulheres serem agredidas por participantes da manifestação.
O grupo Patriotas do QG foi o responsável por organizar o evento. Segundo o grupo, foi enviado ofício à PM com antecedência para reivindicar o espaço. O grupo posicionou trio elétrico e carro de som em uma faixa da via. Os veículos permaneceram vazios durante a manifestação.
O grupo ainda afirmou que a mesma tática deverá ser adotada em outras datas. “Já reservamos também o 9 de Junho [dia da Revolução Constitucionalista] e o 7 de Setembro [Independência] também”, disse.
A ocupação bloqueou apenas uma faixa de circulação na pista sentido Paraíso. A calçada em frente à Fiesp ficou livre. O tráfego de veículos na avenida não sofreu interdição.
A lotação máxima foi registrada no começo da tarde. Nenhum político com mandato compareceu ao ato. Os manifestantes pediram a proibição do aborto. Defenderam a eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. Reivindicaram liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados por tentativa de golpe de Estado.
Questões relacionadas ao Dia do Trabalhador não foram abordadas. O fim da jornada 6×1, pauta presente na agenda de grupos de esquerda, não foi mencionado.
Agressões contra mulheres
Dois episódios de violência envolveram mulheres que passavam pelo local. No período da manhã, uma jovem de 19 anos estava acompanhada do namorado. Uma manifestante no carro de som fez críticas a mulheres de esquerda. A jovem reagiu e gritou “sem anistia”. Participantes do ato a empurraram. Policiais militares intervieram.
No período da tarde, outra mulher foi empurrada pelo grupo. Ela sofreu um corte causado pelo próprio brinco. Policiais a afastaram do local.
Nos dois casos, as mulheres estavam acompanhadas de homens. Eles não foram agredidos pelos manifestantes.
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