O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não está disposto a conversar com o governo sobre pautar a PEC do fim da escala 6×1 antes das eleições. Na ocasião, o ministro cobrou uma postura do comando da Casa legislativa em relação às expectativas da sociedade.
A proposta já está parada no Senado Federal há mais de 50 dias e, por conta do recesso parlamentar, só poderá ser pautada a partir de agosto, caso Alcolumbre decida.
Disposição para o diálogo
Ao comentar sobre as tratativas com o Congresso Nacional, o ministro enfatizou a abertura da pasta para debater o assunto em qualquer momento. “Veja, conversar nós estamos à disposição sempre, desde antes, durante e depois, de forma permanente”, declarou Marinho.
No entanto, o titular da pasta pontuou a dificuldade na hora de Alcolumbre pautar a PEC antes do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro, bem como conversar com o Executivo sobre o assunto: “Agora conversar se conversa com quem quer conversar, quem não quer conversar é difícil.”
Marinho reforçou que a equipe governista permanece aberta caso o parlamentar sinta necessidade de debater o tema, visto que a autonomia para definir o calendário de propostas que tramitam no senado cabe exclusivamente à presidência da Casa.
Autonomia e articulação legislativa
O ministro reconheceu que o comando do senado possui prerrogativas próprias para conduzir a pauta de votações e gerenciar a relação com os demais parlamentares.
“Agora ele tem, ele é presidente da Casa, ele conversa com seus pares, ele tem, portanto, autonomia para tomar essa decisão de fazer antes, durante ou depois”, pontuou o ministro sobre a condução política de Alcolumbre.
Apesar de respeitar os prazos e as decisões do Poder Legislativo, a pasta reforçou que a cobrança por respostas concretas em torno da pauta trabalhista continua no centro das atenções do Executivo federal.
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Cobrança por posicionamento
Encerrando as declarações, Marinho fez um apelo ao senador, enfatizando que a demora na tramitação gera expectativas na população. “A nós resta assim, senador, presidente, minha sociedade está esperando uma ação de vossa excelência. Então, é isso”, concluiu o ministro.




