“Falsos patriotas”: governo Lula reage a tarifas dos EUA e mira família Bolsonaro

Palácio do Planalto afirmou que medida do governo Trump é resultado da “ativa colaboração da famíla Bolsonaro”

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Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro posam com Trump na Casa Branca
(Foto: Eduardo Bolsonaro via Instagram)

O governo Lula reagiu a imposição da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros anunciada pelo governo dos Estados Unidos nesta quinta-feira (16/07) e afirmou que a medida é um resultado direto das articulações dos filhos de Jair Bolsonaro no país estrangeiro.

O Planalto afirmou que os filhos do ex-presidente trabalharam para influenciar a decisão norte-americana em desfavor do Brasil.

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Em nota divulgada nesta quarta, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, classificou os envolvidos como “falsos patriotas” e afirmou que as articulações foram movidas por motivos eleitoreiros.

“É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”, diz o documento.

Em maio deste ano, Flávio e Eduardo Bolsonaro viajaram aos EUA para tentar encontrar com Donald Trump na Casa Branca. Eles posaram para uma foto, mas não houve uma conversa formal. No começo deste mês, Flávio viajou aos EUA para participar de uma audiência pública realizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre a proposta americana de impor tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros. 

Logo depois, em live, Flávio disse que pediu para o governo norte-americano “adiar”, e não cancelar, as tarifas e argumentou que a aplicação imediata da sobretaxadaria uma vitória política ao presidente Lula em ano eleitoral.

Leia mais: Quaest: 51% culpam Flávio Bolsonaro pelas tarifas dos EUA aplicadas ao Brasil

Na nota, o Planalto reafirmou também o compromisso com a soberania nacional: “Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”.

Veja a nota na íntegra:

Resposta brasileira

O governo federal informou que acionará a Lei de Reciprocidade para impor tarifas aos produtos norte-americanos.

Na prática, a Lei de Reciprocidade permite ao Brasil taxar importações de países que imponham barreiras consideradas injustas aos produtos brasileiros. O cronograma exato para o acionamento da lei não foi divulgado pelo governo.

Leia mais: Como funciona a Lei de Reciprocidade que o Brasil vai usar contra o tarifaço dos EUA

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