O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou o presidente Javier Milei de “palhaço” e rebateu as críticas feitas pelo líder argentino ao Brasil durante o fim de semana. De acordo com Durigan, em entrevista nesta segunda-feira (27/07), a economia brasileira vive situação mais favorável do que a do país vizinho.
“O palhaço do presidente da Argentina falou do Brasil quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, declarou Durigan à rádio Jornal, de Pernambuco.
Em tom de comparação com a economia argentina, o ministro apontou os números favoráveis nacionais. “O Brasil está com mínima de desemprego, mínima de inflação, recorde em balança comercial e safra recorde.”
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As declarações são uma resposta às falas ofensivas de Milei no fim de semana. O presidente argentino esteve no Brasil para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República na convenção do PL, no sábado.
Durante o evento, Milei atacou a esquerda brasileira (vamos “parar a escória socialista”) e fez críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamado de “presidiário”, e ao ministro Alexandre de Moraes (STF), “lixo careca”.
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Recessão em 2027?
Na mesma entrevista, Durigan rebateu as críticas gerais de economistas de que o Brasil correria o risco de entrar em recessão em 2027 em razão dos gastos do governo, principalmente em ano de eleição.
“Não dá para entrar na onda destas pessoas que dizem que vai virar apocalipse”, rebateu o ministro da Fazenda. “Se fala em recessão porque, como o juro está alto, tende a desacelerar. Nossa projeção é de 2% (de crescimento do PIB no próximo ano), mas tem gente falando em 1%. Não é recessão. A taxa de juros altos tem esse papel: desaquecer a economia. A economia vai desacelerar, mas falar em recessão é um exagero”, declarou.
No entanto, Durigan admitiu incômodo com a elevada taxa de juros do país. “Não estou dizendo que está tudo resolvido. Os juros altos, que afetam todo mundo, agricultores, família empresas. Eu tenho que pagar juros altos pra rolar a dívida, me incomoda muito”, comentou.




