Nikolas diz que governo é “sacana” com trabalhador e faz alerta sobre 6×1: “Quando der m…, a culpa é deles”

Deputado federal do PL-MG afirmou que debate sobre o fim da escala 6×1 está sendo usado politicamente pela esquerda e defendeu discussão “séria” sobre jornada de trabalho

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O deputado Nikolas Ferreira fala ao microfone em sessão na Câmara dos Deputados
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (27/05) em que critica a condução do debate sobre o fim da escala 6×1 e acusa o governo federal e partidos de esquerda de utilizarem o tema de forma eleitoral. Durante a gravação, o parlamentar afirmou que o trabalhador brasileiro está sendo enganado com promessas consideradas por ele “populistas”.

Logo no início do vídeo, Nikolas afirma que nunca foi contrário ao fim da escala 6×1, mas defende que a discussão seja feita com responsabilidade. “Eu nunca falei que era contra o fim da escala 6×1. O trabalhador tem que ter tempo para saúde, lazer, família e fé”, declarou.

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Na sequência, o deputado criticou a proposta defendida pela esquerda e afirmou que a pauta está sendo apresentada sem estudos de impacto econômico. “Meu ponto sempre foi discutir isso de maneira séria e não populista, como a esquerda está fazendo”, disse.

Nikolas também associou o debate ao calendário eleitoral e acusou o PT de tentar capitalizar politicamente sobre a insatisfação popular. “O PT está há quase 20 anos no poder e não acabou com a escala 6×1 até hoje. Agora, magicamente, em ano eleitoral, descobriu o trabalhador”, afirmou.

Durante a gravação, o parlamentar argumenta que os problemas enfrentados pelos trabalhadores vão além da jornada de trabalho e cita inflação, violência, saúde pública e carga tributária. “Não adianta mexer na escala se o trabalhador tem o celular roubado, paga caro no supermercado, sofre com estrada esburacada e precisa recorrer ao hospital particular”, disse.

Segundo Nikolas, o governo criou um ambiente econômico que reduz o poder de compra da população. “A pessoa trabalha muito, compra menos e vive pior, porque literalmente tudo em volta dela o Estado vai lá e suga”, ponderou.

O deputado também atacou diretamente parlamentares de esquerda envolvidos na defesa da proposta e questionou a falta de estudos técnicos apresentados no projeto. “A pessoa que propôs esse projeto errou conta matemática no próprio texto e admitiu que não tinha estudo de impacto”, declarou.

Ao longo do vídeo, Nikolas defendeu um modelo de 40 horas semanais com flexibilidade de jornada e horas extras remuneradas. Segundo ele, essa seria uma alternativa mais viável economicamente. “A gente defende 40 horas semanais, com horas trabalhadas e horas recebidas. Isso dá flexibilidade real para o trabalhador”, disse.

No trecho mais duro da gravação, o deputado afirmou que a oposição pode acabar apoiando propostas mais radicais para expor, segundo ele, os efeitos econômicos negativos das medidas defendidas pela esquerda. “Ou seja, a gente não vai apoiar porque a gente concorda com essa medida populista irresponsável, não. Porque a gente quer mostrar que quando der merda, a culpa é deles”, afirmou Nikolas ao comentar a possibilidade de apoio à escala 4×3.

Segundo o parlamentar, a estratégia seria antecipar os impactos econômicos antes das eleições presidenciais. “Se a população só aprende na dor, então que assim seja”, declarou.

Nikolas ainda acusou a esquerda de manipular trabalhadores insatisfeitos e classificou o governo como “sacana” com a população. “Eles pegam pessoas fragilizadas, que trabalham muito, não têm tempo para família e estão desanimadas, e vendem a ideia de que só a escala vai resolver todos os problemas. Isso é muita sacanagem com o trabalhador”, afirmou.

Ao final do vídeo, o deputado voltou a defender que o debate sobre jornada de trabalho seja ampliado para temas econômicos e fiscais. “O problema do Brasil não é só a escala. O problema é um Estado caro, impostos altos e um governo que não devolve isso em serviços para a população”, finalizou.

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