O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28/05) que vai classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
A oposição ao governo federal repercutiu a decisão nas redes sociais logo após o anúncio.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, classificou a decisão como um “grande dia”.
Já o vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, escreveu: “Saiu da ‘reunião que não aconteceria’ para a defesa de todo o cidadão brasileiro que sofre com a violência de terroristas todos os dias. O início do fim dos ‘diálogos cabulosos!’”
O senador Sergio Moro (PL) também comentou o caso e afirmou: “A diplomacia de Flávio Bolsonaro rendeu mais do que o lobby pró-crime do Lula.” Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) publicou: “Golaço do Flávio Bolsonaro.”
A repercussão surgiu depois que o governo dos Estados Unidos divulgou uma nota oficial afirmando que o PCC e o Comando Vermelho estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil.
Segundo o comunicado, os grupos comandam milhares de integrantes e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis. O texto também afirma que as facções atuam além das fronteiras brasileiras.
O governo norte-americano informou ainda que pretende oficializar a classificação das facções como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir do dia 5 de junho de 2026.
A decisão foi anunciada um dia depois de Flávio Bolsonaro visitar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Durante entrevista à TMC, o vice-presidente, Geraldo Alckmim, afirmou que “não podem existir duas pessoas jogando contra o Brasil”.
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