A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou formalmente a proposta de acordo de delação premiada apresentada pela defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). O executivo está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a “Papudinha”, no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero.
Falta de novidades motivou a recusa
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, concluiu que o material oferecido pela defesa do ex-presidente do banco público não continha elementos inéditos ou provas substanciais que justificassem os benefícios de uma colaboração. De acordo com a avaliação da PGR, as informações levadas pelo investigado tratavam de fatos que já eram de conhecimento dos investigadores ou que já constavam nas provas colhidas ao longo do inquérito.
Outro ponto determinante para a negativa foi a ausência de uma proposta sólida de ressarcimento de danos ao erário. A PGR considerou que os valores e os mecanismos apresentados para a devolução de recursos eram insuficientes diante da magnitude dos desvios apontados pela denúncia.
Próximos passos e isolamento no batalhão
Com a rejeição definitiva do acordo de colaboração, os procuradores e os policiais federais passam a focar na conclusão do relatório final do inquérito, utilizando o acervo de provas e depoimentos de testemunhas já validados. A defesa do ex-presidente do BRB deve agora redefinir a estratégia jurídica para as próximas fases do processo criminal.
Paulo Henrique Costa cumpre prisão preventiva no mesmo batalhão da Polícia Militar onde também deu entrada o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a direção da unidade prisional adota regras rígidas de controle para garantir que os dois investigados permaneçam totalmente incomunicáveis dentro das instalações militares.
Leia mais: PGR pede que STF espere inquérito sobre arma antes de julgar falta de Jair Bolsonaro




