O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba decidiu nesta segunda-feira (22) dar andamento ao Processo Ético-Disciplinar contra o vereador Eder Borges (Novo). O caso tem origem no episódio registrado durante a sessão plenária de 1º de abril, quando, após uma Tribuna Livre com professoras da rede municipal, o parlamentar entrou em uma fotografia que estava sendo feita e simulou uma arma de fogo com as mãos.
Com o recebimento da representação, o processo entra agora na fase de instrução, com coleta de provas, análise de documentos e eventual oitiva de testemunhas. A relatoria ficou com a vereadora Laís Leão (PDT) e a vice-relatoria com o vereador Jasson Goulart (Republicanos).
A reunião desta segunda foi a terceira tentativa do Conselho de analisar o caso. Nas sessões anteriores, realizadas nos dias 11 e 15 de junho, o colegiado não conseguiu avançar por falta de quórum em razão de sucessivos pedidos de suspeição apresentados por vereadores.
Antes da análise do mérito, a defesa de Eder Borges apresentou uma arguição incidental pedindo o afastamento de integrantes do Conselho. A defesa pediu o impedimento dos vereadores Pier Petruzziello (PP), Laís Leão (PDT) e Professor Euler (MDB).
Durante a sessão desta segunda, o Conselho acolheu apenas o impedimento de Pier Petruzziello, que deixou de participar da composição. Mesmo assim, o colegiado manteve quórum e seguiu com os trabalhos. Os pedidos para afastamento de Laís Leão e Professor Euler foram rejeitados.
Após a decisão, a defesa divulgou nota classificando o resultado como “grave, contraditório e juridicamente insustentável”. A defesa informou que pretende levar as alegações de nulidade ao Poder Judiciário.




