Tarcísio de Freitas nega impacto de investigações contra Ciro Nogueira em campanha

Governador afirmou nesta sexta-feira em Itaquaquecetuba que caso envolvendo senador do PP não prejudica sua candidatura à reeleição em São Paulo

Por Redação TMC | Atualizado em
Tarcísio de Freitas avaliou como positiva a condenação dos irmãos Brazão pelo STF. (Foto: Isadora de Leão Moreira/Governo de SP)
(Foto: Isadora de Leão Moreira/Governo de SP)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que as investigações contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) não afetam sua candidatura à reeleição. A declaração foi feita nesta sexta-feira (08/05) durante evento no Hospital Geral de Itaquaquecetuba, na região metropolitana. O PP havia programado um ato para segunda-feira (11/05) para oficializar apoio ao governador, mas cancelou após Ciro Nogueira ser alvo de operação de busca e apreensão autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça no caso do Banco Master.

Tarcísio destacou que sua base de apoio em São Paulo reúne múltiplas legendas partidárias. “O importante aqui é a aliança que a gente tem consolidada, que não envolve só o PP, mas Republicanos, PL, PSD, MDB, PP, União, Podemos”, disse o governador. “Conseguimos estabelecer aqui uma relação muito boa de partidos que estão pensando no futuro de São Paulo. Esses partidos estão muito juntos, contribuem com o nosso projeto.”

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Questionado sobre possíveis prejuízos eleitorais decorrentes da ligação com Ciro Nogueira, Tarcísio respondeu: “Isso não tem nada a ver com a gente, não prejudica nada”.

O governador classificou o caso como grave. “Estamos diante de um grande escândalo, um escândalo nacional, um escândalo de proporção gigantesca, e isso tem que ser esclarecido”, afirmou. “A população demanda resposta, não suporta mais ver episódios de corrupção, não admite mais ser lesada. É um escândalo grave, precisa ser apurado, investigado, doa a quem doer.”

No ano passado, Ciro Nogueira atuou como principal articulador de projeto que visava levar Tarcísio à candidatura presidencial. O senador conduzia negociações com partidos da centro-direita. Buscava posicionar-se como candidato a vice-presidente na chapa do governador.

Tarcísio condicionou a candidatura presidencial a um pedido de Jair Bolsonaro (PL), seu padrinho político. Bolsonaro optou por indicar o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para a vaga de vice.

O PP deve integrar a chapa de Tarcísio com Guilherme Derrite como um dos nomes para o Senado. Derrite comandou a Segurança Pública estadual durante a maior parte da gestão atual. Aliados do governador relatam que Tarcísio perdeu entusiasmo com a candidatura de Derrite no ano passado. O ex-secretário enfrentou dificuldades para aprovar o projeto de lei Antifacção, que passou por seis versões antes da votação no Congresso.

Pessoas próximas ao governador indicam que as investigações do caso Master, que envolvem Ciro Nogueira desde o início devido à proximidade com Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira, motivaram Tarcísio a apoiar André do Prado (PL) para a outra vaga do Senado. Prado preside a Assembleia Legislativa de São Paulo.

Com apoio de Tarcísio, André do Prado viajou duas vezes aos Estados Unidos. Uma viagem ocorreu no feriado de Tiradentes. A outra aconteceu nesta semana. Prado obteve apoio declarado em vídeo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para concorrer ao cargo de senador.

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