Mendonça dá prazo de 24h para transferência de Vorcaro à Papudinha

Ministro do STF negou prisão domiciliar ao banqueiro e ordenou transferência para o 19º BPM no DF; PF e PGR já haviam recusado segunda proposta de acordo

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(Foto: Divulgação/Polícia Federal)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quarta-feira (25/06) a saída do banqueiro Daniel Vorcaro da Superintendência da Polícia Federal, onde estava custodiado desde março de 2026. O destino é o 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O prazo para a mudança é de 24 horas.

Na mesma decisão, Mendonça, relator do Caso Master no STF, recusou o pedido de conversão da prisão preventiva em custódia domiciliar. Em trecho da decisão, o ministro afirmou: “Indefiro o pedido de Daniel Vorcaro de conversão de sua prisão preventiva em custódia domiciliar. Determino a transferência, no prazo de 24 horas, do custodiado Daniel Vorcaro, do local em que ele atualmente se encontra custodiado para o 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal (Papudinha). A transferência deve ser feita pelo meio considerado mais adequado à movimentação, com adoção das providências necessárias à preservação da integridade física do custodiado e à segurança da diligência”.

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Delação rejeitada duas vezes

Antes da decisão de Mendonça, tanto a Polícia Federal (PF) quanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) já haviam recusado uma segunda proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro. A PGR também se manifestou contra a prisão domiciliar e apoiou a transferência de unidade.

Segundo investigadores, a proposta foi classificada como uma delação elitista, termo usado para acordos que trazem informações já conhecidas ou parcialmente conhecidas pelas autoridades, descritas como “ouviu dizer”. A avaliação indica que o conteúdo oferecido por Vorcaro seria limitado e seletivo.

Vorcaro é acusado de fraudes no sistema financeiro e figura como investigado na Operação Compliance Zero. Na prática, a negativa ao domiciliar e a mudança para um batalhão militar representam um endurecimento das condições de custódia do banqueiro enquanto o processo avança no STF.

Leia mais: PGR pede que STF espere inquérito sobre arma antes de julgar falta de Jair Bolsonaro

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