O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, defendeu nesta segunda-feira (22/06) a criação de regras diferenciadas para homens e mulheres beneficiários do Bolsa Família. Durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que, se eleito, pretende exigir dos homens a conclusão dos estudos e a realização de cursos técnicos como condição para permanência no programa.
Segundo Zema, as mulheres não estariam sujeitas às mesmas exigências porque, em sua avaliação, possuem “outras atribuições em casa” e responsabilidades ligadas à criação dos filhos.
“Viso muito os homens. As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens”, afirmou o pré-candidato ao comentar possíveis mudanças em programas sociais.
Durante a palestra para empresários, Zema argumentou que a medida teria como objetivo ampliar a qualificação profissional dos beneficiários. Ele defendeu que jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental ou médio sejam incentivados a finalizar os estudos e buscar formação técnica.
O ex-governador também voltou a criticar a dependência de programas assistenciais e afirmou que o país estaria “criando uma geração de imprestáveis“, expressão que já utilizou em outros momentos de sua pré-campanha. A declaração foi recebida com aplausos por parte da plateia.
Além das propostas relacionadas ao Bolsa Família, Zema defendeu uma agenda de reformas econômicas, incluindo reforma administrativa, nova reforma da Previdência e revisão de programas sociais. Segundo ele, o Brasil precisa de um “choque de credibilidade”, de um combate à criminalidade e de medidas para conter o que chamou de “gastança” do governo federal.
Na área trabalhista, o pré-candidato voltou a defender formas mais flexíveis de contratação, incluindo modelos de remuneração por hora trabalhada, como alternativa ao regime previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele também criticou propostas de redução da jornada de trabalho sem ganhos de produtividade.
Outro ponto destacado por Zema foi a defesa de um amplo programa de privatizações. O político afirmou que, caso chegue ao Palácio do Planalto, pretende ampliar a participação da iniciativa privada na economia e declarou que não considera haver “vacas sagradas” entre as empresas estatais.
O evento da CNI reuniu outros pré-candidatos à Presidência, entre eles o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que também apresentaram propostas voltadas à área econômica e fizeram críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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