O processo que levou à condenação de Eduardo Bolsonaro, na terça-feira (16/06), foi decidido em apenas um dia porque “era muito cristalino”, na avaliação da jornalista Daniela Lima, em participação no programa TMC 360, nesta quarta.
“O processo era tão cristalino que foi resolvido num dia só pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”, comentou a especialista. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado por coação no curso de processo penal que trata da trama golpista. Ele foi sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão e está inelegível até 2038.
Dani Lima explica que Eduardo fez ameaças e foi decisivo nos EUA, onde mora, para influenciar em decisões do governo local contra o Brasil, caso das tarifas e das sanções a ministros do STF.
“Ele não ficou só na ameaça uma vez que os EUA sancionaram e liberaram somente três ministros do Supremo, Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques. Os outros todos foram sancionados com a perda do visto, a perda do direito de ingressar nos Estados Unidos”, declarou.
A jornalista também afirmou que a lição não foi aprendida por Eduardo Bolsonaro. “Nenhuma lição parece ser suficientemente efetiva no caso do deputado cassado. Ontem, ao se manifestar publicamente sobre o caso, ele disse que o processo era sem pé, nem cabeça. Mas ele foi deixando uma série de provas pelo caminho e, no final, disse que só a eleição do Flávio Bolsonaro vai ajudar a reverter essas ilegalidades e trazer de volta para o Brasil centenas de exilados”, afirmou.
“Então o que que ele está dizendo, ao fim e ao cabo, é que a eventual eleição do irmão dele levará a uma efetiva intervenção em decisão transitada em julgado da Justiça brasileira.”
Jurista explica próximos passos
De acordo com o advogado Acácio Miranda, Eduardo Bolsonaro agora poderá sofrer um processo de extradição para poder cumprir a pena no Brasil.
“A rigor, a partir da condenação, há o encaminhamento de um documento por parte do Judiciário brasileiro ao americano para que seja requerida a extradição do Eduardo Bolsonaro. Há um tratado entre Brasil e EUA e o Brasil pode pedir a extradição dele”, afirmou o especialista, em entrevista à TMC.
“Para além desse pedido, uma vez que se sabe onde ele está, também há o encaminhamento deste documento à Interpol para que ele seja inserido na lista vermelha. E, se eventualmente acessar um dos países onde há o controle desta lista, ele pode ser preso também e encaminhado ao Brasil”, explicou.




