Nove funcionários foram investigados pela Sabesp após um vazamento de gás na rua Dr. Teodoro Baima, região do Teatro Arena, na República, no dia 4. A conclusão interna da empresa foi direta: operários descumpriram procedimentos de segurança durante uma obra de manutenção. Ninguém ficou ferido.
Dos nove investigados, dois foram demitidos e sete receberam suspensão. Segundo a Sabesp, havia marcações no asfalto indicando exatamente onde a tubulação de gás estava enterrada. Mesmo assim, os protocolos não foram seguidos.
Protocolo novo, falha antiga
O timing chama atenção: a Sabesp havia anunciado um novo protocolo de segurança três dias antes do vazamento. O incidente ocorreu mesmo com a norma recém-divulgada, o que reforça a conclusão da empresa de que houve descumprimento deliberado das regras.
Imagens obtidas pela TV Globo registraram uma retroescavadeira removendo o asfalto sobre a tubulação de gás. O equipamento operava em área com sinalização visível no pavimento.
Como resposta ao episódio, a Sabesp anunciou a criação de uma diretoria de segurança. A medida busca estruturar de forma permanente a fiscalização de obras e manutenções na rede.
O caso da República não é isolado. Em maio, um incidente semelhante no Jaguaré terminou com duas mortes, segundo a própria Sabesp. Aquela ocorrência segue sob investigação.




