Tarcísio volta a defender privatização da Sabesp: “Modelo de criatividade e inteligência”

“Ideologia e aritmética são dois valores que não se misturam”, afirmou o governador de SP

Por Redação TMC | Atualizado em
Tarcísio de Freitas avaliou como positiva a condenação dos irmãos Brazão pelo STF. (Foto: Isadora de Leão Moreira/Governo de SP)
(Foto: Isadora de Leão Moreira/Governo de SP)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, voltou a defender a privatização da Sabesp, nesta segunda-feira (15/06). O candidato à reeleição exaltou a sofisticação da participação do Estado na gestão da empresa privatizada. 

“Temos o maior número de clientes em tarifa social da história. Temos um mecanismo de amortecimento de tarifa que é muito sofisticado. A gente pega e aporta 100% no nosso dividendo no fundo de apoio à universalização. Se eu tenho um setor que é regulado por base de ativos, quanto mais investimento eu faço, mais a base de ativo cresce e a tarifa tende a acompanhar”, afirmou, durante evento da revista Veja. 

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“Quando eu apoio o meu dividendo lá, eu amorteço a tarifa, sem prejudicar o resultado do setor privado. Mesmo assim, consigo dar o ganho para o cidadão. Então, o único caso que você vai ver em que o Estado tem uma participação no capital, o Estado continua sendo principal acionista e devolve esse resultado ao cidadão na forma de potência de satisfação. Isso aí é criatividade, é inteligência. Isso aí é o modelo”, completou.

Tarcísio rebateu as críticas à privatização. “O pessoal leva sempre pro lado da política, né? A gente sempre está focado em resultado”, declarou. “Ideologia e aritmética são dois valores que não se misturam.”

O governador também afirmou que a privatização da Sabesp se justificava pelo risco de “fragmentação” da prestação do serviço. “Havia a necessidade, primeiro, da gente cumprir as metas do marco do saneamento, que é um marco que traz estabilidade regulatória. É uma questão importante. Segundo, tínhamos uma situação que com o fim dos contratos, programas e esses contratos não podiam ser prorrogados. Já tínhamos uma situação que é aquela situação indesejada: cada município ia ter que fazer a sua própria licitação de saneamento ou constituir a sua autarquia. A gente ia fragmentar a prestação de serviço de saneamento muito básico”, afirmou.

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