Cientistas da Universidade de Melbourne determinaram a idade precisa das camadas de calcário dos Doze Apóstolos, formações rochosas que emergem do Oceano Antártico. O estudo foi publicado nesta quarta-feira (23/04) no Australian Journal of Earth Sciences. As estruturas ficam a 275 quilômetros de Melbourne, na costa sul da Austrália, e atraem mais de 2 milhões de visitantes anualmente.
A análise de fósseis microscópicos encontrados nas rochas permitiu datar as camadas com precisão: entre 8,6 e 14 milhões de anos. Pesquisas anteriores estimavam que as formações tinham entre 7 e 15 milhões de anos, uma margem ampla baseada em dados preliminares.
O movimento de placas tectônicas empurrou e inclinou as estruturas de calcário para fora do mar durante milhões de anos. Essa força geológica lenta preparou o terreno para a segunda etapa do processo.
Após o término da última Era do Gelo, as ondas e ventos do Oceano Antártico esculpiram os pilares rochosos visíveis atualmente. A escultura final aconteceu nos últimos milhares de anos.
As camadas de calcário nas falésias ao redor dos Doze Apóstolos não são horizontais. Elas estão levemente inclinadas, resultado da força das placas que as empurrou e torceu ao longo de eras.
Cada camada das estruturas preservou informações sobre o clima da Terra, a atividade tectônica, as plantas e os animais ao longo de milhões de anos. As formações guardam dados sobre um momento-chave há cerca de 13,8 milhões de anos, quando o clima terrestre era muito mais quente do que atualmente.
Dos pilares originais, restam hoje apenas oito. Havia nove pilares originais, embora o nome sugira doze. Um desabou em 2005. Outro desabou em 2009.
A erosão continua à razão de cerca de 2 centímetros por ano na base das estruturas. As formações são um dos cartões-postais mais fotografados do mundo.




