Arthur Igreja
Arthur Igreja Mais sobre o autor

Arthur Igreja é especialista em Tecnologia e Inovação. TEDx speaker e autor do livro “Conveniência é o Nome do Negócio”. Certificações executivas em Harvard e Cambridge. Atuação profissional em mais de 25 países. Anualmente, ministra mais de 150 palestras no Brasil, América do Sul, EUA e Europa. Ele é Masters em International Business pela Georgetown University (EUA), Masters of Business Administration pela ESADE (Espanha) e Mestrado Executivo em Gestão Empresarial pela FGV. Pós-MBA e MBA pela FGV.

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Geração Z demonstra crescente aversão à inteligência artificial

Estudos internacionais apontam queda na percepção de utilidade da IA entre jovens de 18 a 24 anos

Por Arthur Igreja | Atualizado em
Mulher sentada com o celular na mão, usando a tela do celular
(Foto: Julie Ricard / Unsplash)

Um fenômeno observado em diversos países, incluindo o Brasil, revela um movimento crescente de aversão à tecnologia por parte da geração Z, especialmente, em relação à inteligência artificial. Embora o uso dessas ferramentas seja considerado praticamente obrigatório no ambiente profissional, jovens entre 18 e 24 anos demonstram crescente ceticismo quanto aos seus benefícios reais.

O tema ganhou repercussão recente após um episódio envolvendo um jovem que tentou invadir a residência de Sam Altman, executivo à frente da OpenAI, responsável pelo desenvolvimento do ChatGPT. Segundo o relato, o objetivo seria incendiar o local e, posteriormente, repetir a ação contra a sede da empresa. O caso evidencia como figuras centrais da tecnologia passam a simbolizar tensões mais amplas, fenômeno semelhante ao que ocorreu no passado com Bill Gates, associado à expansão do software no final do século XX.

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De acordo com estudos recentes, há uma queda contínua na percepção de que a inteligência artificial contribui de forma significativa para o desenvolvimento dos jovens. Ainda assim, a geração Z reconhece a necessidade de utilizá-la no mercado de trabalho. Essa relação ambígua indica que, embora a tecnologia seja vista como ferramenta de produtividade, não é percebida como um fator de empoderamento ou estímulo à criatividade.

A origem dessa resistência parece estar ligada aos impactos práticos da IA no mercado de trabalho. Ferramentas automatizadas vêm absorvendo tarefas tradicionalmente associadas a cargos de entrada, como produção de apresentações, revisão de documentos e atividades operacionais de escritório. O fenômeno também atinge áreas como desenvolvimento de software e edição de imagem, reduzindo espaços para profissionais em início de carreira.

Esse cenário levanta um impasse estrutural: se a tecnologia demanda perfis cada vez mais seniores, como novos profissionais poderão adquirir experiência sem passar pelas etapas iniciais? A dificuldade de inserção no mercado ajuda a explicar por que gerações anteriores, como millennials e geração X, demonstram maior entusiasmo com a inteligência artificial, já que se encontram, em grande parte, estabelecidas profissionalmente e aptas a capturar seus benefícios.

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Entre os jovens da geração Z, por outro lado, cresce a percepção de um mercado mais seletivo, competitivo e restritivo, no qual a tecnologia surge não apenas como aliada, mas também como fator que amplia barreiras de entrada.

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