Ônibus de São Paulo são recolhidos por atraso no 13º salário e falta de VR nas férias

Representantes da categoria informaram que a decisão pela greve ocorreu após tentativas frustradas de negociação com as empresas e a administração municipal

Por Édrian Santos | Atualizado em
A imagem mostra um terminal de ônibus coberto na cidade de São Paulo, com um veículo de transporte público parado e pessoas circulando na área de embarque e desembarque.
Motoristas de ônibus recolhem veículos por falta de pagamentos. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Motoristas de ônibus de ao menos cinco empresas de transporte coletivo de São Paulo iniciaram uma paralisação nesta terça-feira (09/12). A iniciativa foi motivada pelo atraso no pagamento do 13º salário e falta de pagamento no vale-refeição nas férias. 

Os representantes do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas) informaram que, apesar das tentativas de diálogo, não tiveram retorno da prefeitura nem das empresas. 

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Até o momento, cinco empresas já recolheram os veículos às garagens: Moobile, KBPX, Campo Belo, Viação Grajaú e Metrópole Paulista. Não foram divulgados dados sobre o número de ônibus fora de circulação ou o percentual da frota afetada.

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A paralisação afeta diretamente os usuários do transporte público da capital paulista. Até o momento, não há previsão para novas rodadas de negociação entre as partes envolvidas ou para o término do movimento que pode dar início a uma possível greve.

Posição da prefeitura

Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que os repasses para as empresas estão em dia e que os pagamentos exigidos é de responsabilidade exclusiva das concessionárias. A pedido do prefeito Ricardo Nunes, um boletim de ocorrência foi registrado contra as companhias que aderiram à paralisação sem aviso.

Em razão da paralisação, a prefeitura também suspendeu o rodízio de carros para o pico da tarde, entre 17h e 20h. A greve e a chuva durante todo o dia, inclusive, deixa o trânsito lento na capital. Por volta das 19h05, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 1.353 km de engarrafamento.

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