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Premiê britânico defende que Andrew deponha nos EUA sobre ligação com Epstein

Arquivos de Epstein incluem fotos que parecem mostrar Andrew agachado e tocando a cintura de uma mulher não identificada deitada no chão

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou no sábado (31/01) que o ex-príncipe Andrew deveria depor perante uma comissão do Congresso norte-americano, após novas revelações sobre sua ligação com o falecido financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Novos documentos relacionados a Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA na sexta-feira (30/01), incluem e-mails que mostram o irmão do rei Charles mantendo contato regular com o financista por mais de dois anos após ele ter sido considerado culpado de crimes sexuais contra crianças.

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Os arquivos também incluem fotos que parecem mostrar Andrew agachado e tocando a cintura de uma mulher não identificada, deitada no chão. O rosto dela foi ocultado nas imagens editadas.

Neste domingo (01/02), a BBC citou um advogado norte-americano dizendo que uma mulher alegou ter sido enviada, quando tinha vinte e poucos anos, por Epstein ao Reino Unido para um encontro sexual com Andrew, que teria ocorrido em 2010 em uma propriedade real no Castelo de Windsor.

Os representantes de Andrew, que sempre negou qualquer irregularidade em relação a Epstein, não responderam imediatamente a um pedido de comentário da Reuters sobre a reportagem da BBC.

A Reuters também solicitou um comentário do advogado norte-americano Brad Edwards, do escritório Edwards Henderson, que fez as alegações em nome da mulher não identificada. Conforme a BBC, a mulher não era britânica.

A alegação representa a segunda denúncia de uma mulher que teria sido levada dos EUA ao Reino Unido para se encontrar com Andrew, depois que Virginia Giuffre, uma importante acusadora de Epstein, afirmou ter sido forçada a fazer sexo com ele em Londres.

Em 2022, Andrew fez um pagamento não divulgado para encerrar um processo movido nos EUA por Giuffre, que morreu por suicídio em abril. Andrew, de 65 anos, sempre negou a versão de Giuffre.

Em novembro, o rei Charles retirou o título de príncipe do irmão e o expulsou de sua mansão nos jardins do Castelo de Windsor, na sequência de revelações sobre seus vínculos com Epstein.

Andrew nega relação após Epstein ter sido condenado

O ex-príncipe, de 65 anos, agora usa o sobrenome Andrew Mountbatten-Windsor. Ele negou qualquer irregularidade relacionada a Epstein e já havia negado manter laços com o financista após sua condenação, em 2008, com exceção de uma visita a Nova York em 2010 para pôr fim à relação.

Ele não respondeu ao pedido de comentário da Reuters sobre as últimas revelações nos arquivos do Departamento de Justiça dos EUA. O Palácio de Buckingham se recusou a comentar.

Starmer, falando com repórteres no avião a caminho do Japão após uma visita de quatro dias à China, disse que o ex-príncipe deveria comparecer perante os legisladores norte-americanos para explicar tudo o que sabe sobre Epstein, a fim de ajudar as vítimas.

“Qualquer pessoa que tenha informações deve estar preparada para compartilhá-las da forma que lhe for solicitada”, disse Starmer. “Não se pode ter uma abordagem centrada na vítima se não estivermos dispostos a fazer isso.”

Em novembro, membros de uma comissão do Congresso dos EUA que investigava o caso Epstein intensificaram seus apelos para que Andrew respondesse às perguntas.

Epstein morreu por suicídio em 2019 em uma prisão de Manhattan enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Ele foi preso em 2008 por solicitar sexo pago a uma menor de idade.

Os arquivos mostram que Andrew manteve contato regular com Epstein após sua condenação, incluindo discussões sobre possíveis negócios e encontros sociais.

Em vários e-mails, Epstein e Andrew discutem mulheres que o financista propõe colocar em contato com o príncipe. Em um dos e-mails, Epstein se ofereceu para levar três mulheres ao Palácio de Buckingham.

Por Reuters

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