A presidente do Louvre, Laurence Des Cars, apresentou a sua demissão do cargo ao presidente da França Emmanuel Macron pouco mais de 4 meses depois do roubo cinematográfico que causou um prejuízo de 88 milhões de euros.
O caso aconteceu no dia 19 de outubro de 2025, em plena luz do dia, um grupo estacionou um caminhão com um guindaste do lado de fora do museu do Louvre, arrombou uma janela e roubou oito peças do século XIX que pertenciam à família de Napoleão Bonaparte e fugiu. Eram tiaras, brincos, broches, colares com safiras, esmeraldas e diamantes, avaliados em cerca de 88 milhões de euros em uma fuga muito atrapalhada.
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E a gente foi descobrindo isso pela quantidade de provas que eles deixaram para trás. Os bandidos até deixaram cair uma coroa com diamantes e esmeraldas que pertenceu à Imperatriz Eugênia, que foi esposa de Napoleão III.
Des Cars era diretora do Louvre desde 2021 e desde o roubo ela estava sob muita pressão. Esse caso jogou luz sobre falhas de segurança, falta de investimentos e a necessidade de reformas, apesar de museu ter um volume enorme de visitantes, quase 9 milhões por ano.
O presidente da França Emmanuel Macron elogiou a decisão da agora ex-diretora dizendo que nas palavras dele, esse é um momento em que o museu precisa de calma e um novo impulso para realizar com sucesso grandes projetos, envolvendo segurança e modernização.
Mas é claro que esse caso que ganhou manchetes no mundo inteiro também colocava pressão sobre Macron, pela falta de cuidado com uma instituição dessa importância e também na ministra da cultura dele que é a candidata às eleições do mês que vem pra prefeitura de Paris.
Macron indicou Christopher Leribault para ficar à frente do cargo no Louvre. Ele é curador de arte, dirige o Palácio de Versalhes, então tem muita experiência nesse ramo.
E por fim, o pior de tudo nessa história é que os principais suspeitos foram presos, mas as joias nunca foram recuperadas.
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