A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS autorizou nesta quinta-feira (26/02) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”. A decisão provocou tumulto generalizado entre deputados e senadores.
Parlamentares governistas se dirigiram à mesa diretora para protestar logo após a aprovação da medida. O movimento gerou empurra-empurra e ameaças de confronto físico. Outros membros da comissão precisaram intervir para separar os envolvidos e evitar agressões diretas.
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A inclusão do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas investigações ocorreu após reportagens jornalísticas apontarem que ele teria recebido valores de Antônio Carlos Camilo Antunes, identificado como “Careca do INSS”.
As publicações levantaram suspeitas sobre possível participação de Fábio Luís em esquema investigado pela comissão.
O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI, fundamentou a necessidade da quebra de sigilo em mensagens interceptadas. Segundo ele, “a necessidade de investigar Fabio Luis decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de ‘o filho do rapaz'”.
A investigação apura se Fábio Luís atuou como sócio oculto de Antônio Camilo em operações irregulares.
A comissão também aprovou quebra de sigilo bancário e fiscal do Banco Master. O ex-CEO da instituição financeira, Augusto Ferreira Lima, foi convocado para prestar depoimento. Os requerimentos relacionados ao banco foram votados na mesma sessão que autorizou a investigação sobre Lulinha.
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