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Região Sul teria maior alta de custos com redução de jornada para 40h, aponta CNI

Estudo da confederação mostra que indústrias sulistas enfrentariam aumento de até 8,1% nos gastos com folha de pagamento

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou estudo nesta sexta-feira (27/02) mostrando que a região Sul do Brasil enfrentaria os maiores aumentos proporcionais de custos caso a jornada de trabalho seja reduzida para 40 horas semanais.

A análise examinou dois cenários de compensação pelas empresas: pagamento de horas extras ou contratação de novos funcionários. Em ambas as situações, o Sul lidera os impactos percentuais.

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A entidade calculou que, considerando toda a economia nacional, os custos com trabalhadores formais poderiam crescer até R$ 267,2 bilhões por ano. Esse valor representa acréscimo estimado de até 7% na folha de pagamentos das empresas brasileiras.

No cenário em que as companhias compensariam a redução da jornada com pagamento de horas extras, as indústrias da região Sul teriam elevação de até 8,1% nos custos. O Sudeste registraria aumento de 7,3%. O Nordeste teria alta de 6,1%. As regiões Norte e Centro-Oeste apresentariam elevação de 5,5% cada uma.

Caso a compensação ocorra através da contratação de novos trabalhadores, o Sul teria alta de 5,4% nos custos. O Sudeste apresentaria aumento de 4,9%. O Nordeste registraria elevação de 4,1%. As regiões Norte e Centro-Oeste teriam alta de 3,7% cada.

Em valores absolutos, o Sudeste concentraria o maior aumento de custo. No cenário de compensação por horas extras, o impacto estimado seria de R$ 143,8 bilhões. No cenário de novas contratações, o acréscimo nos custos chegaria a R$ 95,8 bilhões.

Leia mais: Proposta de fim da escala 6×1 tensiona relação entre Brasília e o setor produtivo

O presidente da CNI, Ricardo Alban, defende cautela no debate sobre o tema. “Qualquer debate sobre a redução da jornada de trabalho no País precisa ser conduzido com cautela. O impacto não será igual em todas as regiões, porque o Brasil tem realidades produtivas diferentes, o que faz com que o aumento de custos seja ainda mais relevante em alguns lugares em relação a outros, menos intensivos de mão de obra, com reflexos negativos sobre a competitividade e a organização do trabalho”, argumenta.

Alban alerta para os efeitos em cadeia da medida. “Quando o custo do trabalho sobe dessa forma, o impacto não fica restrito a um setor ou a uma região. Ele se espalha ao longo das cadeias produtivas, encarece insumos, pressiona preços e afeta a competitividade do País”, afirma.

A CNI avalia que a compensação integral das horas reduzidas seria difícil de implementar. O estudo da entidade classifica essa recomposição como “economicamente improvável e operacionalmente inviável em grande parte dos segmentos industriais”.

A análise não especifica quando ou se haverá efetivamente uma mudança na legislação trabalhista para reduzir a jornada semanal para 40 horas. O estudo foi elaborado para avaliar os efeitos econômicos de uma possível alteração na legislação. A entidade buscou quantificar os impactos diferenciados nas regiões brasileiras, considerando as distintas realidades produtivas do país.

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