As previsões do mercado financeiro para a expansão da economia e o índice de inflação ficaram estáveis na edição desta segunda-feira (2/3) do Boletim Focus.
A expectativa é que o país registre expansão de 1,82% no Produto Interno Bruto. A inflação medida pelo IPCA deve encerrar o ano em 3,91%.
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A pesquisa do Boletim Focus reúne expectativas de analistas do mercado financeiro consultados pela autoridade monetária. As estimativas para crescimento econômico e inflação permaneceram inalteradas em relação à semana anterior.
Para 2027, as instituições projetam expansão de 1,8% no PIB, mantendo a projeção estável há nove semanas consecutivas. As previsões indicam crescimento de 2% tanto em 2028 quanto em 2029, com a expectativa para 2028 permanecendo inalterada há 103 semanas e para 2029 seguindo estável há 50 semanas.
Em 2024, o PIB brasileiro cresceu 3,4%. O resultado marcou o quarto ano seguido de expansão. A taxa representa o maior avanço desde 2021, quando a economia registrou alta de 4,8%.
Projeções para o dólar
O mercado financeiro estima que a moeda norte-americana termine 2026 cotada a R$ 5,42, registrando a segunda semana consecutiva de queda na projeção. A previsão para o fim de 2027 é de R$ 5,50, permanecendo estável há quatro semanas. Para 2028, a projeção também segue em R$ 5,50 há três semanas, enquanto para 2029 houve recuo para R$ 5,50.
Inflação oficial
A estimativa para o IPCA em 2026 ficou estável em 3,91%. O índice havia registrado quedas nas sete semanas anteriores. Para 2027, a projeção recuou de 3,8% para 3,79%. As instituições preveem inflação de 3,5% em 2028 e 2029, com as projeções seguindo estáveis há 17 e 26 semanas consecutivas, respectivamente.
O Conselho Monetário Nacional estabeleceu meta de 3% para a inflação, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. A expectativa do mercado para este ano permanece dentro da margem que o BC deve perseguir.
O IPCA registrou alta de 0,33% em janeiro. O resultado repetiu o patamar de dezembro. Conta de luz e gasolina pressionaram os preços no mês. O IBGE informou que a inflação acumulou alta de 4,44% em 2025.
Taxa Selic
O Comitê de Política Monetária fixou a taxa básica de juros em 15% ao ano. O patamar é o mais elevado desde julho de 2006, quando a Selic estava em 15,25% ao ano. O BC utiliza a taxa como principal instrumento para alcançar a meta de inflação.
O Copom manteve os juros pela quinta vez consecutiva na reunião realizada no fim de janeiro. A decisão ocorreu apesar da queda da inflação e do dólar. O colegiado sinalizou em ata que iniciará a redução dos juros na reunião de março. A condição é que a inflação permaneça controlada e não ocorram surpresas no cenário econômico. Os juros serão mantidos em níveis restritivos mesmo com a redução.
O Boletim Focus trouxe redução na previsão para a Selic ao final de 2026. A estimativa passou de 12,13% ao ano para 12% ao ano, acumulando duas semanas consecutivas de queda. Para 2027, a expectativa é de 10,5% ao ano, permanecendo estável há 55 semanas. Em 2028, a projeção indica 10% ao ano, seguindo inalterada há seis semanas. A previsão para 2029 é de 9,5% ao ano, mantendo-se estável há 18 semanas consecutivas.
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