A guerra no Oriente Médio se expande de uma forma impressionante, com uma rapidez muito grande. O que começou como um embate regional agora atinge regiões que, até pouco tempo, pareciam distantes do epicentro da crise.
Os dados mais recentes indicam que o raio de ação dos ataques aumentou drasticamente. Já temos confirmações de mísseis iranianos caindo sobre o território do Azerbaijão. Além disso, há informações de que o Irã disparou mais de 60 mísseis contra Bahrein, e houve interceptações similares no Catar.
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Outro marco nesta escalada é a atuação conjunta, pela primeira vez, entre o Hezbollah e o Irã em ofensivas coordenadas contra o território de Israel. Em resposta, o governo israelense mantém uma ofensiva contra o Irã.
A Europa encontra-se hoje em um grande debate estratégico. Não há uma unidade clara: enquanto a Espanha sinaliza um rompimento com a postura tradicional do bloco, França e Reino Unido já deslocaram navios de guerra para o Chipre.
Essa movimentação militar é obviamente uma situação muito delicada para Europa e, insisto, com um outro componente: o do terrorismo. O eventual envolvimento de França ou Reino Unido na guerra significaria que Londres ou Paris estariam mais vulneráveis a um ataque terrorista? Como seria isso? Todas essas considerações estão sendo colocadas sobre a mesa.
O Custo Humano: Crise em Teerã
Todos esses ataques deixam a situação extremamente vulnerável e preocupante. Instituições ligadas à ONU já acenderam o sinal de alerta para o fluxo migratório gerado pelos combates.
Segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, somente nos últimos dias, mais de 100 mil pessoas abandonaram a cidade de Teerã. O impacto humanitário está cada vez mais preocupante.
Ausência de Diálogo e o Caminho “Até o Fim”
O ponto mais crítico, contudo, é a total ausência de esforços americanos, israelenses e iranianos, por canais de diálogo. Hoje, o governo do Irã declarou abertamente que pretende levar esta guerra “até as últimas consequências”.
Do outro lado, o apoio dos Estados Unidos a Israel parece seguir a mesma linha. Em uma ligação entre o Ministro da Guerra dos EUA e o Ministro da Defesa de Israel a mensagem passada foi clara, segundo dados oficiais: “vá até o fim”.
