Acesse o menu do site

Alta do petróleo: ministro diz que governo não será “irresponsável” em intervir na Petrobras

O posicionamento busca tranquilizar o mercado financeiro, reforçando que a estratégia de preços e investimentos seguirá os ritos institucionais da estatal, sem atropelos políticos na gestão da petroleira

Por Redação TMC | Atualizado em
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
Câmera Fotográfica (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o governo federal não será “irresponsável” ao ponto de realizar intervenções diretas na Petrobras para controlar o preço dos combustíveis. A declaração ocorreu durante audiência na Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados. Silveira afirmou que teve uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última terça-feira (10/03) para discutir o cenário do setor energético.

De acordo com o ministro, embora o governo detenha a maioria das cadeiras no Conselho de Administração, o respeito à natureza de capital aberto da petroleira é fundamental.

Acesse o canal da TMC no WhatsApp para ficar sempre informado das últimas notícias

“Sempre destacamos que a Petrobras é respeitada, ela tem um plano de investimento a cumprir e é uma empresa de desenvolvimento nacional fundamental”, ressaltou Silveira, pontuando que a companhia possui governança própria e é listada na Bolsa de Valores de Nova Iorque.

O ministro disse que cometem um “equívoco” aqueles que acham que o governo vai interferir na Petrobras. Durante a audiência, Silveira ainda afirmou que a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão de aconselhamento da Presidência da República, foi adiada para o dia 19 de março.

O ministro disse que o CNPE deverá aprovar diretrizes para leilão de eólicas offshore. Setores empresariais pediram que o CNPE discutisse na reunião, antes marcada para o dia 12, o aumento da mistura de biodiesel no diesel, como forma de reduzir a dependência do combustível importado, e uma deliberação sobre a importação do biocombustível. Mas o ministro não falou se esses temas serão discutidos na próxima reunião do CNPE.

Da demanda total de diesel no Brasil, cerca de 25% é importado, o que tem resultado em altas nos preços do combustível na última semana. Além disso, o Brasil conta com algumas refinarias privadas que seguem o preço do petróleo.

Diante de denúncias de escassez do combustível para o agronegócio do Rio Grande do Sul, a Petrobras previa um leilão de diesel nesta quarta-feira no Estado.

Segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log, divulgados na terça-feira, o preço médio do diesel S-10 nos postos do Brasil subiu 7,72% na primeira semana de março em relação à semana anterior, para R$6,70 por litro, com revendedores repassando custos.

O posicionamento de Alexandre Silveira busca tranquilizar o mercado financeiro, reforçando que a estratégia de preços e investimentos seguirá os ritos institucionais da estatal, sem atropelos políticos na gestão da petroleira.

Recuperação extrajudicial da Raízen

Durante a audiência, Alexandre Silveira também abordou a delicada situação financeira da Raízen. O ministro classificou a companhia como uma “empresa importante” para o Brasil e defendeu a necessidade de uma articulação para auxiliá-la em seu processo de recuperação.

Leia mais: Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar dívidas de R$ 65 bi

Silveira atribuiu a atual crise da gigante do setor sucroenergético a decisões estratégicas da própria companhia, citando especificamente o investimento realizado na mineradora Vale e a aceitação da desoneração do setor de etanol.

“Nós temos que socorrê-la, é uma empresa importante para o país, mas são opções empresariais, os números são objetivos”, declarou o ministro aos parlamentares, indicando que, embora o governo veja a saúde da empresa como estratégica para o país, reconhece que o endividamento é reflexo de escolhas de gestão.

*com informações da Agência iNFRA e Reuters

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 07.577.172/0001-71