A Quaest divulgou nesta terça-feira (17/03) pesquisa que aponta forte oposição à proposta do governo federal de criar taxa mínima para pedidos de entrega por aplicativo. O levantamento, realizado em parceria com a Associação Nacional dos Restaurantes (ANR), mostra que 71% dos brasileiros são contrários à medida.
Apenas 29% dos entrevistados se posicionam a favor da iniciativa governamental. A rejeição varia conforme o perfil político: entre bolsonaristas, a oposição atinge 97%. Entre independentes, chega a 83%. Já entre lulistas, o cenário se inverte. Nesse grupo, 61% declaram apoio à proposta.
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A maioria dos brasileiros acredita que a medida elevaria os preços dos pedidos. Para 78% dos entrevistados, os valores aumentariam. Outros 17% avaliam que os preços permaneceriam iguais. Apenas 5% esperam redução nos custos.
O levantamento também mediu a percepção sobre os efeitos econômicos da proposta. Para 74% dos participantes, a iniciativa teria impacto mais negativo do que positivo para a economia brasileira. Outros 26% enxergam efeito positivo.
Sobre o papel do Estado na economia, 60% dos entrevistados defendem que o governo federal deveria se preocupar menos em criar novas regras para o trabalho das empresas. Já 40% são favoráveis a maior regulação.
A pesquisa ouviu 1.031 brasileiros com 16 anos ou mais. O levantamento foi conduzido entre os dias 13 e 16 de março de 2026. Abrangeu todas as regiões do País. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.
Estudo Esfera Brasil/TMC
O resultado do estudo do Instituto Esfera em parceria com a TMC, que investigou se a introdução de uma taxação mínima sobre serviços de aplicativos aumentaria o valor das entregas, é semelhante ao da pesquisa Quaest.
Os dados quantitativos revelam uma percepção majoritária do impacto econômico. Das 1.773 repostas, 79% acreditam que a taxação mínima aumentará o valor das entregas.




