O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano nesta quarta-feira (18/03). A decisão unânime do Banco Central marca o primeiro corte da taxa básica de juros desde maio de 2024.
A expectativa por um afrouxamento monetário ganhou força nos últimos dias entre analistas e agentes do mercado financeiro. As projeções apontavam para um corte de 0,25 ponto percentual. O cenário se confirmou com o anúncio oficial do Copom.
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Contexto internacional pressiona estimativas de inflação
O preço do petróleo permanece em níveis elevados no mercado internacional. O conflito no Oriente Médio tem sido apontado como fator determinante para a manutenção das cotações da commodity em patamares altos. A situação cria um ambiente de incerteza para as autoridades monetárias de diversos países.
Na reunião realizada em janeiro deste ano, os diretores do Banco Central já haviam sinalizado a possibilidade de flexibilização da política monetária. A autoridade monetária reforçou o compromisso de manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta estabelecida. A cautela demonstrada naquela ocasião refletia a necessidade de equilibrar o estímulo à atividade econômica com o controle dos preços.
Em junho de 2025, o Banco Central elevou a taxa para 15% ao ano. O patamar foi mantido inalterado durante seis reuniões consecutivas do Copom. A estabilidade prolongada da taxa refletia a postura cautelosa da autoridade monetária diante do cenário inflacionário.
A decisão unânime do Comitê demonstra consenso entre os membros sobre a adequação do corte neste momento. A taxa Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação e influenciar a atividade econômica. Alterações na taxa básica de juros afetam o custo do crédito, o consumo das famílias e os investimentos das empresas.
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