62% dos brasileiros culpam guerra no Irã por alta nos combustíveis, aponta pesquisa

Levantamento do PoderData ouviu 2.500 pessoas em 132 municípios entre 21 e 23 de março; governo Lula é responsabilizado por 26% dos entrevistados

Por Redação TMC | Atualizado em
Bomba de extração de petróleo impressa em 3D, bandeira do Irã e gráfico de ações em alta aparecem nesta ilustração feita em 2 de março de 2026
(Dado Ruvic/Ilustração/Reuters)

O PoderData realizou levantamento entre 21 e 23 de março para identificar a percepção dos eleitores sobre os responsáveis pelo aumento nos preços dos combustíveis. A pesquisa entrevistou 2.500 pessoas com 16 anos ou mais em 132 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Do total de entrevistados, 62% responsabilizam a guerra no Irã pelo aumento nos preços. Outros 26% apontam o governo federal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como responsável. Uma parcela de 8% declara que os principais culpados são os postos de gasolina. Os demais 4% não souberam responder à pergunta.

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O PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, conduziu o levantamento com recursos próprios. As entrevistas foram realizadas por telefone, incluindo linhas fixas e celulares, utilizando o sistema URA (Unidade de Resposta Audível). Nesse sistema, o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde usando o teclado do aparelho telefônico.

Perfil dos entrevistados

Entre os que culpam a guerra, as taxas são mais baixas entre os moradores da região Sul, com 53%. Quanto aos que culpam o governo Lula, as taxas são mais altas entre os homens, com 29%. Os adultos de 25 a 44 anos também apresentam taxa de 29%.

Os moradores da região Sul registram 34%. Os que cursaram o ensino médio apresentam 30%, assim como os que recebem de 2 a 5 salários mínimos.

Os eleitores que dizem aprovar e desaprovar Lula têm opiniões parecidas sobre o aumento no preço dos combustíveis. A maioria atribui a responsabilidade à guerra.

O estudo aplicou ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. Os resultados da pesquisa foram arredondados para facilitar a leitura. Devido a esse processo, o somatório de alguns resultados pode ser diferente de 100%.

Contexto do conflito

O conflito no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro de 2026. Estados Unidos e Israel atacaram diversas localidades no Irã. Entre as justificativas apresentadas para a ofensiva estão o fim do regime do aiatolá Ali Khamenei, morto na operação, e a interrupção do desenvolvimento de um programa nuclear iraniano.

Desde o início da guerra, o preço do petróleo disparou. Aproximadamente 20% do petróleo consumido no mundo passa pelo estreito de Ormuz, que fica sob o controle do regime iraniano. Após os ataques, o Irã fechou o estreito, impedindo a passagem de navios.

O presidente Lula anunciou um pacote de medidas temporárias para mitigar os efeitos da escalada do petróleo provocada pela guerra. O governo zerou impostos federais e deu subvenção ao diesel. Criou um imposto de 12% sobre as exportações de petróleo de maneira imediata.

Segundo as estimativas do governo, o custo das medidas deve ser de R$ 30 bilhões até o fim de 2026. A intenção de baixar o preço pago pelos consumidores tem um custo que será bancado com o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo. Isso cria um cenário de insegurança jurídica no setor.

O setor deve ir à Justiça contra a MP 1.340.

A pesquisa integra uma rodada de levantamentos que inclui outros dados sobre o governo federal. Uma reportagem mostra que a desaprovação de Lula atingiu 61%, o maior índice em 2 anos. Outro levantamento indica que 51% consideram o trabalho de Lula ruim ou péssimo. Uma terceira matéria aponta que caiu para 32% o percentual dos que acham o governo Lula melhor que o de Bolsonaro.

O Poder360 oferece aos assinantes do Drive o Agregador de Pesquisas, descrito como o mais antigo e mais completo da internet no Brasil. A ferramenta reúne milhares de levantamentos de intenção de voto de todas as empresas desde o ano 2000. Pesquisas podem ser enviadas por e-mail para [email protected].

O conteúdo do PoderData pode ser acessado nas redes sociais. A divisão de pesquisas do Poder360 mantém perfis no X, Facebook, Instagram e LinkedIn.

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