Governo faz última reunião com representantes americanos para conter sobretaxas antes do prazo final

Ministério do Desenvolvimento (MDIC) classifica potenciais tarifas de 25% e 12,5% como injustas

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Trump e Lula se cumprimentam na Casa Branca
(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

As equipes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Assessoria Especial do Presidente da República realizaram, no fim da tarde desta terça-feira (14/07), a quinta reunião de alto nível com o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer.

Este foi o último encontro técnico presencial e remoto antes do encerramento do prazo oficial para a decisão de Washington, que expira nesta quarta-feira (15/07).

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O encontro deu continuidade às tratativas iniciadas em 7 de maio de 2026, quando os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump estabeleceram um grupo de trabalho focado no diálogo comercial entre os dois países.

Governo reitera que sobretaxas são “injustas”

Durante a reunião, a delegação brasileira reforçou as críticas às potenciais sanções e recomendações fundamentadas na Seção 301 da legislação de comércio dos EUA. O governo brasileiro classificou como “injusta” tanto a aplicação de uma tarifa de 25% voltada especificamente ao mercado nacional quanto a sobretaxa global de 12,5% atrelada a alegações de trabalho forçado, que atinge dezenas de outras economias.

Segundo o comunicado oficial divulgado pelo MDIC, as justificativas jurídicas apresentadas pelas autoridades norte-americanas não dão sustentação técnica para a aplicação das barreiras alfandegárias contra os produtos brasileiros.

Impacto nos setores estratégicos

Caso as sanções sejam formalizadas pela administração norte-americana, a lista de bens brasileiros expostos ao tarifaço pode englobar:

  • Aeronaves e componentes de aviação;
  • Insumos industriais e siderúrgicos;
  • Produtos agropecuários de exportação.

A representação diplomática do Brasil reiterou que a imposição de tarifas não é a via adequada para a formulação de um acordo bilateral equilibrado entre os países.

Próximos passos e expectativas de bastidores

Embora o prazo para a manifestação final da Casa Branca se encerre nesta quarta-feira (15/07), diplomatas e negociadores brasileiros trabalham com a perspectiva de que a recomendação das tarifas seja assinada, mas que sua entrada em vigor prática seja postergada por um período de 30 a 180 dias.

Este prazo seria utilizado pelo governo brasileiro para tentar negociar a exclusão de determinados produtos da lista de taxação ou buscar compensações em outras áreas do comércio exterior.

Leia mais: Cronograma de tarifas de Trump entra em reta final e Brasil vive semana decisiva

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