Petrobras demite diretor de Logística após críticas de Lula a leilão de gás de cozinha

Claudio Schlosser deixa cargo com efeito imediato e Angélica Laureano assume diretoria nesta terça-feira, após episódio gerar mal-estar interno

Por Redação TMC | Atualizado em
Fachada da sede da Petrobras
(Foto: Pedro Teixeira/Agência Brasil)

A Petrobras aprovou a saída de Claudio Schlosser da diretoria Executiva de Logística, Comercialização e Mercados. Angélica Laureano, que ocupava a diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade, foi escolhida para o posto. O Conselho de Administração determinou o “encerramento antecipado” do mandato de Schlosser “com vigência imediata”.

A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Administração da estatal, ainda na segunda-feira (6/04). Esta é a primeira alteração no alto escalão da empresa provocada por uma crise na gestão de Magda Chambriard.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

A diretoria comandada por Schlosser realizou um leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP) na semana passada. Os preços resultantes ficaram acima dos valores de referência estabelecidos pela Petrobras. O episódio gerou mal-estar e reações internas. O gerente responsável pela operação foi afastado do cargo.

A presidente da companhia, Magda Chambriard, avaliou o leilão como um ato de insubordinação. Chambriard, que também integra o Conselho de Administração, determinou o afastamento do gerente.

O leilão ocorreu enquanto o governo estudava criar uma subvenção temporária para o produto. O benefício seria repassado integralmente para a Petrobras. Situação similar já havia acontecido anteriormente com o diesel.

Nos bastidores, havia sinais de insatisfação entre o alto comando da Petrobras e o governo. Segundo fontes, decisões recentes geraram desconforto. Os leilões de diesel e de gás de cozinha (GLP) estavam entre os pontos de tensão.

O presidente Lula manifestou-se sobre o episódio, sem esconder o incômodo com o resultado do leilão. Ele afirmou que a Petrobras anularia o leilão. A reação presidencial ocorreu em meio ao esforço do governo para conter a alta dos preços dos combustíveis provocada pela disparada da cotação internacional do petróleo.

Leia mais: Petróleo sobe a US$ 110 no dia do ultimato de Trump ao Irã para encerrar conflito

Nova diretora assume nesta terça-feira

Angélica Laureano assume a nova diretoria nesta terça. Seu mandato será unificado até abril de 2027, segundo a Petrobras. William França, atual diretor de Processos Industriais e Produtos, acumulará interinamente a diretoria que era de Angélica.

A área comandada agora por Laureano tem sob sua responsabilidade produtos como gasolina, diesel, GLP, querosene de aviação (QAV) e biocombustíveis. A diretoria garante o escoamento da produção para distribuidoras no mercado interno e para exportação. Também coordena operações de importação e o relacionamento com tradings.

A diretoria representa um dos principais motores de geração de receita da Petrobras. Tem foco em maximizar rentabilidade. Ao mesmo tempo, possui poder de influenciar os preços dos combustíveis. A área desempenha papel central na logística. Coordena toda a movimentação de petróleo e derivados, planeja fluxos operacionais e comerciais e busca assegurar o abastecimento contínuo do país.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05