Ministro defende aumento do endividamento público para salvar economia popular

Ministro da Secretaria de Relações Institucionais declara que governo federal trabalha com estimativa de 2 meses de duração para conflito no Oriente Médio e prepara novas medidas para combustíveis

Por Redação TMC | Atualizado em
José Guimarães_Marcelo Camargo-Agência Brasi
O ministro das Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães, durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais, afirmou que o governo federal pode elevar o endividamento público para proteger a economia popular. A declaração ocorreu durante café da manhã com jornalistas nesta quinta-feira (16/04). O ministro destacou que o Executivo manterá a responsabilidade fiscal e social.

“O governo vai continuar no mesmo caminho, responsabilidade fiscal e responsabilidade social. É claro que em uma guerra dessa, nós não podemos transferir para a população os prejuízos dela. Na minha opinião, se tiver que aumentar o endividamento do país para salvar a economia popular, tem que fazer“, declarou o ministro, conforme informações do Valor Econômico.

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Guimarães informou que a gestão federal trabalha com a estimativa de dois meses de duração para o conflito no Oriente Médio. O período coincide com o prazo estabelecido para as medidas de subvenção ao diesel divulgadas pela equipe econômica em abril.

“Ninguém sabe se essa guerra vai até o final do ano ou não. O governo está trabalhando na hipótese de dois meses e as medidas são nesse sentido, como as que já começaram a ser tomadas… Acho que nós vamos superar isso [a guerra]”, disse.

O ministro avaliou que as ações anunciadas pelo governo federal para minimizar os efeitos da guerra nos combustíveis são insuficientes. A administração federal deve divulgar novas medidas em breve.

Guimarães informou que o governo analisa novos anúncios relacionados ao impacto do conflito na gasolina. A iniciativa pode seguir o formato de subsídio. As novas ações devem ser apresentadas “logo, logo”, conforme o ministro.

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