Em meio à repercussão da morte de Oscar Schmidt, aos 68 anos, a também lenda do basquete Hortência Marcari concedeu uma entrevista emocionante à TMC. Em um papo de pouco mais de meia hora, ela relembrou momentos ao lado do amigo e destacou o legado deixado dentro e fora das quadras.
Logo no início, Hortência falou sobre o estilo de jogo de Oscar e a confiança que o consagrou como um dos maiores cestinhas da história. “Ele se preparou tanto para aquele momento. Tinha uma confiança muito grande. E a equipe jogava para ele. Se era tática, para mim, está tudo bem”, afirmou.
Hortência relembrou os últimos encontros com o ídolo e revelou o carinho que sempre teve por ele. “Eu entreguei um prêmio para ele do Comitê Olímpico. Ali pude expressar todo o carinho e a importância desse atleta. Foi a última vez que me senti próxima, mesmo sem ele estar presente”, contou.
Ela também mencionou que esteve com Oscar antes dos Jogos Olímpicos de Paris. “Ano passado, antes da Olimpíada, pude interagir bastante com ele. Fizemos comerciais juntos. Mas presencialmente já fazia mais de um ano que eu não o via”, completou.
Durante a entrevista, Hortência ressaltou a força de Oscar fora das quadras, especialmente na batalha contra o câncer. “O Oscar foi um guerreiro. Nunca mostrou fraqueza, como fazia dentro da quadra. Sempre lutou, nunca desistiu”, disse. Ela ainda destacou o impacto físico da doença. “Ele abriu a cabeça três vezes. Eu percebi que ele estava debilitado antes da Olimpíada de Paris”, revelou.
Ao comentar a importância de Oscar no esporte brasileiro, Hortência foi direta. “Se falar de esporte, você lembra de Pelé, Senna, Oscar. Falou em basquete, lembra dele. Não tem como fugir disso”, afirmou.
A ex-jogadora reforçou que o legado vai além das quadras. “Ele levantava a bandeira do país. Chorava quando perdia, chorava quando ganhava de emoção. Isso é um legado de garra, persistência e amor”, destacou.
Para Hortência, Oscar também se destacou como ser humano. “Ele transmitia credibilidade. Respeitava o nome dele, a família. Isso não tem preço”, disse.
Ela ressaltou ainda os valores familiares deixados pelo ídolo. “O legado dele passa muito pelo exemplo dentro de casa e pelos valores que carregava”, completou.
Hortência também comentou a decisão de Oscar de não jogar na NBA para seguir defendendo a seleção brasileira. “Ele escolheu vestir a camisa do Brasil. Era uma pessoa muito patriota”, afirmou. Segundo ela, essa escolha ajudou a construir a idolatria em torno do jogador. “Ele queria representar o país. Isso marcou a história dele”, disse.
Por fim, Hortência relembrou momentos marcantes ao lado de Oscar, como competições internacionais e desafios de arremessos. “É inacreditável a pontaria que esse cara tinha. O Oscar não errava”, afirmou.
A entrevista reforça o impacto de Oscar Schmidt no esporte e na vida de quem conviveu com ele. Mais do que um atleta histórico, ele deixa um legado de coragem, patriotismo e paixão pelo Brasil.
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