Reclamações contra BRB dobram no 1º trimestre e chegam a 3.541 casos procedentes

Banco de Brasília registrou aumento de 102% nas queixas entre janeiro e março de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

O Banco de Brasília (BRB) acumulou 3.541 reclamações procedentes entre janeiro e março de 2026. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (23/04). O número representa aumento de 102% em relação ao último trimestre de 2025, quando o banco distrital registrou 1.753 queixas consideradas procedentes.

O ranking trimestral de reclamações contra instituições financeiras mostrou crescimento expressivo nas queixas procedentes contra o BRB. A comparação considera o período de outubro a dezembro de 2025 e os três primeiros meses de 2026.

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O principal motivo do crescimento foi o aumento de reclamações sobre irregularidades no Sistema de Informações de Crédito (SCR). O BRB acumulou 1.139 queixas nesta categoria no primeiro trimestre de 2026. No período anterior, o total havia sido de 164 reclamações.

As instituições financeiras são obrigadas a registrar as operações de crédito no SCR. As queixas nesta categoria envolvem registro ou procedimento incorreto pela instituição. Os casos incluem inclusões indevidas, valores incorretos e “não exclusão de inscrições feitas quanto constatadas fraudes na concessão de crédito”.

Os consumidores enviam as reclamações ao BC. O regulador encaminha as queixas às instituições supervisionadas. As instituições têm prazo de 10 dias para responder aos consumidores. O BC realiza análise amostral sobre indícios de descumprimentos de dispositivos legais ou regulamentares. Os resultados são publicados trimestralmente.

O BRB aprovou aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões em Assembleia Geral Extraordinária na quarta-feira (22/04). A instituição confirmou nesta semana operação com fundo que será estruturado pela gestora Quadra Capital. O fundo deve receber entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões à vista.

O banco distrital enfrenta desafios relacionados à compra de carteiras de crédito com suspeitas de fraude do Banco Master. Os ativos foram trocados. A instituição busca soluções para problemas de liquidez e capital.

O BRB foi procurado para comentar os dados. Não houve retorno até a publicação desta matéria.

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