Shoppings brasileiros registram 1ª queda de público desde pandemia da covid-19

Estabelecimentos receberam 471 milhões de visitas mensais em 2025, redução de 5 milhões em relação a 2024

Por Redação TMC | Atualizado em
Pessoas caminhando pelos corredores de um shopping center
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Os shopping centers brasileiros registraram 471 milhões de visitas mensais em 2025. O número representa queda em relação aos 476 milhões de visitas mensais de 2024. A retração ocorreu pela primeira vez desde a recuperação do setor após a pandemia de covid-19.

A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) divulgou os dados nesta segunda-feira (20/04). O levantamento mostra redução de 6,2% no fluxo de visitantes entre 2019 e 2025.

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O faturamento nominal dos shoppings cresceu 4,2% no período. O setor movimentou R$ 200,9 bilhões entre 2019 e 2025. A correção pela inflação medida pelo IPCA revela contração real de 25% nas vendas.

O comércio eletrônico movimentou R$ 235,5 bilhões em 2025. Os dados são da Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e Ecommerce). As vendas online cresceram 15,3% em relação a 2024. O aumento real nas vendas pela internet atingiu 88% na comparação com 2019. O faturamento do comércio eletrônico superou o dos shopping centers a partir de 2024.

Endividamento e juros altos afetam consumo

Para Fabio Bentes, economista-chefe da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o endividamento, a inadimplência e as taxas de juros elevadas como fatores que comprometem a capacidade de consumo.

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“Os shopping centers são caracterizados pela venda de bens duráveis e semiduráveis, que dependem mais das condições de crédito do que a venda de alimentos ou de combustíveis, por exemplo. Se a taxa de juros cresce e o endividamento aumenta na ponta, isso acaba produzindo um efeito proporcionalmente mais danoso na indústria de shoppings do que em outras formas de comercialização”, afirmou o especialista em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”.

Mauro Francis é presidente da Ablos (Associação Brasileira dos Lojistas Satélites de Shoppings). Ele identifica questões macroeconômicas e a competição com plataformas digitais como principais desafios. “A classe média praticamente desapareceu no Brasil. As pessoas pensam duas vezes antes de consumir e acabam comprando pela internet, de plataformas que exercem muitas vezes uma concorrência desleal com o varejo físico”, afirmou Francis à Folha.

O Brasil possui 658 shopping centers em 2025. O número representa expansão de 14% entre 2019 e 2025. A ABL (área bruta locável) cresceu 9% no mesmo período. O total atingiu 18,3 milhões de metros quadrados.

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