Defesa de ex-presidente do BRB pede transferência de presídio para negociar delação

Advogados de Paulo Henrique Costa solicitaram ao STF mudança do Complexo da Papuda alegando falta de condições para conversas sigilosas sobre colaboração

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília)

Os advogados de Paulo Henrique Costa solicitaram ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a transferência do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) do Complexo Penitenciário da Papuda. O objetivo é viabilizar as negociações de um acordo de colaboração premiada. A solicitação foi protocolada nesta terça-feira (28/04).

A Polícia Federal prendeu Paulo Henrique Costa no dia 16 de abril, na quarta fase da Operação Compliance Zero. Ele é suspeito de ter negociado propina de R$ 140 milhões em imóveis para favorecer os interesses do banqueiro Daniel Vorcaro em obter aportes do BRB no Banco Master.

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Os defensores Eugênio Aragão e Davi Tangerino argumentam que o Complexo Penitenciário da Papuda não oferece condições adequadas para as tratativas do acordo. Segundo a defesa, o presídio não garante inviolabilidade nas conversas entre cliente e advogado.

Na semana passada, a Segunda Turma do STF ratificou por unanimidade a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa. Após a decisão, o ex-executivo trocou sua equipe jurídica e demonstrou interesse em firmar um acordo de delação premiada.

Na petição, os advogados mencionaram que Paulo Henrique Costa tem direito a prisão especial em sala de Estado-Maior por ser segundo tenente da reserva das Forças Armadas. A defesa não especificou uma unidade prisional determinada para a transferência.

Os defensores escreveram na petição: “O requerente sinalizou interesse em cooperar com as autoridades competentes, possivelmente por meio de colaboração premiada. A formalização de proposta de colaboração, todavia, depende da convergência de alguns fatores: primeiro a voluntariedade do candidato a colaborador; segundo uma avaliação técnica quanto à possibilidade de eventuais relatos e fontes de prova atingirem patamares suficientes para referida candidatura; e terceiro uma tomada de decisão esclarecida do candidato tanto quanto aos requisitos legais, como quanto aos vetores que podem levar à perda do acordo”.

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Os advogados também afirmaram: “Dessa forma, respeitosamente, pede-se que, ouvida a Procuradoria-Geral da República, seja deferido o deslocamento do requerente para local em que possa exercer, de forma plena, seu direito à autodefesa, ao tempo em que a defesa técnica possa desempenhar seu papel constitucional com a maior efetividade possível, assegurando-se a máxima, senão plena, confidencialidade entre advogado e cliente”.

O ministro André Mendonça deverá ouvir a Procuradoria-Geral da República antes de decidir sobre o pedido de transferência.

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