O ambiente político em Brasília entra em um novo e delicado capítulo de tensão entre os Poderes. Após articular a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, avançou nas negociações para abrir uma frente direta contra integrantes da Corte.
Segundo informações de bastidores, Alcolumbre acertou com o senador e pré-candidato à Presidência, Flavio Bolsonaro, a tramitação de dois pedidos de impeachment contra ministros do STF. A movimentação deve começar já na próxima semana, ampliando o desgaste entre Legislativo e Judiciário.
Embora os nomes não tenham sido oficialmente confirmados, há expectativa de que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estejam entre os alvos.
Moraes enfrenta críticas recorrentes de parlamentares por decisões relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, aos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro e teve seu nome ligado ao caso do Banco Master.
Já Toffoli é outro que tem seu nome associado a controvérsias recentes envolvendo o chamado caso Master.
Nos bastidores, a leitura é de que o Senado busca reafirmar protagonismo institucional após o episódio inédito da rejeição de um indicado ao STF, algo que não ocorria há mais de um século. A possível abertura de processos de impeachment contra ministros da Suprema Corte eleva o tom do confronto.
O cenário aponta para um momento histórico de rivalidade entre dois dos três Poderes da República, com potencial para gerar novos embates institucionais de grande impacto político.
A depender do avanço das articulações, o país pode assistir a um dos episódios mais tensos da relação entre Congresso e Judiciário em tempos recentes.
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