Tarcísio vê fragilidade do governo Lula após rejeição de Messias ao STF

Votação ocorreu antes de quinta-feira e representou derrota do governo federal no Congresso Nacional, segundo governador de SP

Por Redação TMC | Atualizado em
Tarcísio de Freitas avaliou como positiva a condenação dos irmãos Brazão pelo STF. (Foto: Isadora de Leão Moreira/Governo de SP)
(Foto: Isadora de Leão Moreira/Governo de SP)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou a rejeição de Jorge Messias ao STF como reveladora da fragilidade do governo federal. A fala foi dita durante entrevista coletiva em Santos, no litoral paulista. O governador estava na cidade para participar da entrega de 60 moradias de um programa habitacional estadual realizado em parceria com a prefeitura e o governo federal.

“A derrota do governo é reveladora. A gente não está falando da reprovação de um nome, a gente está falando da reprovação de um governo. Essa derrota escancara a fragilidade do governo que não teve condição de articular, não teve condição de aprovar um nome para o Supremo Tribunal Federal“, afirmou o governador. Ele destacou que “a última reprovação foi no governo Floriano Peixoto”.

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O governador interpretou o resultado como sinal de que o Congresso avaliou que o governo não possui mais capacidade de conduzir projetos estruturantes para o país. “É um sinal de fragilidade, de que o Congresso enxergou que esse governo não tem mais nada para oferecer, não consegue conduzir um projeto estruturante para o Brasil, é um sinal de final dos tempos, de encerramento de um ciclo. O ciclo do PT está chegando ao fim”, declarou Tarcísio.

Tarcísio classificou a derrota como “muito ruim para o PT”. Segundo o governador, a rejeição ocorreu porque o governo não conseguiu articular apoio suficiente no Senado para aprovar o nome indicado.

O governador defendeu a atuação do Senado no episódio. “O Congresso age dentro de sua competência, daquilo que se espera de um sistema de freios e contrapesos. O Congresso não simplesmente chancela um nome que veio da Presidência da República. O Congresso tem o poder de aprovar ou rejeitar e o Congresso usou esse poder”, afirmou.

Tarcísio avaliou que a incapacidade de aprovar um ministro do Supremo demonstra ausência de força política. “E o Congresso, que é um grande termômetro político, sentiu para onde o vento está soprando”, disse. “Então, deu o recado: ‘Olha, a gente não quer mais isso aí, a gente precisa de um projeto estruturante, não são vocês que vão ter mais condição de oferecer as reformas, as soluções que o Brasil merece e precisa’“, completou.

Túnel Santos-Guarujá

O governador esclareceu informações sobre o túnel Santos-Guarujá durante a entrevista. “Só deixando claro uma coisa: se fala muito que o túnel é 50%, 50%. A gente tem que desmentir, não é isso.” “Quando você pega a composição do túnel, você tem aporte e tem contraprestação. O governo federal resolveu participar do aporte”, afirmou.

Tarcísio explicou que “100% da contraprestação cabe ao governo do estado de São Paulo. O governador acrescentou que “ajuda do governo federal sempre será bem-vinda”.

Tarcísio mencionou conversa com o presidente Lula sobre as obras na região. “A gente dizia para o presidente, e ele concordou, que a gente precisa olhar para o cidadão”, disse o governador. “Não é disputar paternidade de obra, é fazer ela acontecer.”

Leia mais: Base governista recorre ao STF contra mudança em penas de condenados por ataques de 8 de janeiro

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