Paleontólogos descobrem maior pegada de dinossauro de três dedos na Paraíba

A pegada foi deixada há 140 milhões de anos por animal de grande porte; o registro foi encontrado em uma estrada na zona rural

Por Redação TMC | Atualizado em
(FOTO: Rodolfo Nogueira/ UFTM/ Divulgação)

Uma equipe de paleontólogos identificou um icnofóssil de dinossauro carnívoro com 60 centímetros de comprimento e 63 centímetros de largura em Sousa, município paraibano localizado a 430 quilômetros de João Pessoa. O vestígio foi descoberto na zona rural da cidade. A marca foi deixada há 140 milhões de anos, durante o Cretáceo Inferior.

O icnofóssil apresenta formato tridáctilo, com três dedos visíveis. A medição do comprimento foi realizada da ponta da garra até a borda posterior da planta do pé. A largura foi calculada de um dedo a outro. O vestígio foi localizado no afloramento Floresta dos Borbas, a aproximadamente 15 quilômetros do centro de Sousa, conforme informações da Folha de S.Paulo.

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A área pertence à formação Antenor Navarro, do Cretáceo Inferior, na bacia do Rio do Peixe. A região abrange territórios da Paraíba e do Ceará. O icnofóssil está situado em uma via de acesso a uma propriedade particular. O local é utilizado por carros, motos e animais.

Possível dinossauro abelissauro

O vestígio indica que o dinossauro responsável pela pegada era um carnívoro de grande porte. Os paleontólogos consideram que o animal possivelmente pertencia ao grupo dos abelissauros, dinossauros carnívoros que se diversificaram na América do Sul.

A estimativa dos pesquisadores aponta que o membro do animal media entre 278 centímetros e 326 centímetros. A região de Sousa é estudada por paleontólogos há pelo menos 102 anos. Ismar de Souza Carvalho, da UFRJ, afirmou que a pegada tridáctila com dedos proeminentes não se assemelha com nenhuma outra já encontrada para o Cretáceo Inferior da região.

A expedição foi coordenada pelo paleontólogo Fábio Cortes Faria. A equipe de campo incluiu o arqueólogo João Henrique Rosas, o geógrafo Rogério dos Santos Ferreira, da empresa Rastro Arqueologia, Francisco Fredson de Sousa, bombeiro militar e estudante de pós-graduação de paleontologia da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), e Paulo Abrantes de Oliveira, pós-graduando da UEPB.

Os paleontólogos pretendem realizar análise minuciosa da pegada. Os resultados devem ser apresentados em um artigo que será submetido a uma revista científica.

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